Carros brasileiros repetem no México a disputa travada no mercado interno pela liderança no ranking de vendas. Dos seis modelos mais vendidos naquele país, três são produzidos no Brasil.
O Gol é líder de mercado desde maio. O novo Fiesta, da Ford, ocupa a quarta posição no ranking e o Corsa, da GM, está em sexto lugar. No mês passado, a Fiat iniciou a exportação do Palio, que promete acirrar a briga.
O México é o principal cliente da indústria brasileira. Responde por 30% das exportações de carros prontos, que até agosto totalizaram 342,4 mil unidades, 37,2% a mais que em igual período do ano passado.
O país vem ampliando as compras desde o ano passado, quando foi fechado acordo comercial entre os dois países, que estabeleceu em 1,1% a alíquota de importação.
O país é responsável por 52% das exportações da Volkswagen, que totalizaram 102.077 unidades até agosto, um aumento de 17% em relação a 2002.
Só em modelos Gol os mexicanos compraram 38 mil unidades. A Ford direcionou 59% das vendas externas para o mercado mexicano, ou cerca de 35 mil unidades. O novo Fiesta é o modelo mais vendido da marca no País, com 15,8% de participação.
Maior cliente também da General Motors do Brasil, o México adquiriu, em agosto, 5.120 unidades do novo Corsa. A montadora produz no país o Corsa antigo (chamado de Chevy), o quarto modelo mais vendido. O Nissan Tsuro ocupa o segundo lugar e o Renault Platina, o terceiro.
A Fiat só chegou ao México no mês passado. Por não ter linha de montagem local, a montadora tem uma cota de 4,5 mil unidades para exportar este ano. Além do Palio, que custa cerca de US$ 10 mil, vai vender a perua Weekend e o Siena.
Diante da falta de reação nas vendas internas, o mercado externo é a tábua de salvação das montadoras. Em agosto, a Volks bateu seu recorde mensal, com o embarque de 16.329 veículos, ou 41% de total exportado pela indústria no período.
O gerente de Exportações, Leonardo Soloaga, disse que a montadora deve encerrar o ano com 180 mil unidades exportadas, das quais 30 mil em CKD (desmontadas).