Com o aumento da frota de veículos de Bauru, de 10% ao ano, é natural que a lentidão no trânsito aumente. É o que afirma o tenente Jorge Luís Dias, da Companhia de Trânsito da Polícia Militar (PM) em Bauru.
Estima-se que atualmente circulem em Bauru cerca de 150 mil veículos. O cálculo é baseado no número de veículos registrados na cidade mais a frota flutuante - cerca de 20% sobre esse total. São carros de outras cidades que circulam diariamente na área urbana.
A quantidade de carros aumenta tanto que, se o índice de 10% ao ano for mantido, em dez anos Bauru terá quase 400 mil veículos em suas ruas.
Na opinião do tenente, Bauru carece de locais de escoamento do fluxo de veículos. “Não existem muitas opções. Por isso, o condutor bauruense tem mania de transitar sempre pelo mesmo lugar. Às vezes, existem algumas rotas alternativas, que ele acaba não utilizando”, afirma.
Jorge Luís ressalta a importância de investimentos em obras do sistema viário e em transportes. “Para que seja resolvido o problema, obras grandes devem ser feitas nos pontos críticos. O crescimento da frota pede isso para que haja sangria de veículos”, expõe.
A necessidade de intervenção de policiais de trânsito para organizar o fluxo de veículos indica que a via não é suficiente para proporcionar a fluidez do trânsito.
“Quando a via não consegue por si só mandar os veículos é sinal de que são necessárias outras medidas. A presença do policial é paliativa. O problema é resolvido apenas momentaneamente”, frisa o tenente.
“É tudo uma questão de verbas públicas. Se não há verba, fica complicado fazer obras”, acrescenta.
Exemplos
De acordo com a PM, os “corredores” de Bauru são os pontos críticos de lentidão no trânsito em razão do grande volume de veículos, que se agrava no início da manhã, ao meio-dia e no final da tarde.
Ele cita a avenida Marcos de Paula Raphael, a Wenceslau Brás e a avenida Castelo Branco como locais que preocupam devido à morosidade no tráfego.
“Na Marcos de Paula Raphael houve aumento em virtude do crescimento do número de habitantes em torno do Núcleo Mary Dota”, explica. A rotatória Primaz Shugiro Otaki é também é destacada pelo tenente da Companhia de Trânsito. Quando não havia o radar fixo do viaduto Alfredo Maia, a situação era pior. “Fica um acúmulo de veículos muito grande”, diz.
Na rua Bernardino de Campos, recentemente asfaltada, também está sendo observado aumento do fluxo de veículos. “O pessoal começa a utilizar essas vias e diminuir o fluxo de veículos em outros pontos da cidade. Quem vai para o lado do Parque Viaduto já segue pela Bernardino de Campos”, diz.
Embora haja problemas, Jorge Luís afirma que o trânsito está bom para o porte de Bauru. “A gente não pode ser tão pessimista em relação à nossa cidade. É necessário que nossos condutores tenham um pouquinho mais de paciência e de calma no trânsito”, sugere.
É importante considerar que a velocidade média para transitar na área urbana é de 30 a 40 quilômetros por hora. “O cidadão não pode querer andar a 80 por hora na Duque de Caxias”, diz Jorge Luís.
Outro fator que pode atrapalhar o trânsito é a travessia de pedestres em locais inadequados e a desatenção dos condutores. Muitos andam devagar pela faixa da esquerda, prejudicando o fluxo.