Apesar das reclamações dos condutores que circulam em Bauru sobre a lentidão para se deslocar dentro da cidade, a Emdurb considera que o fluxo de veículos é satisfatório.
“Eu acredito que não esteja demorando. Existem horários em que alguns pontos podem ter fluxo a mais de veículos. Mas, no todo, o fluxo é muito bom”, argumenta Nelson José Lira, diretor de sistema viário da Emdurb.
Para Aníbal dos Santos Ramalho, gerente de operações viárias da empresa, o problema é de ponto de vista diferente. “Nós que trabalhamos com engenharia de tráfego não somos tão críticos como a pessoa que pega o veículo para trabalhar e demora”, diz.
Nelson não acredita que Bauru corre o risco de, em alguns anos, tornar-se insuportável para o tráfego. “Estão se formando pólos de atração nos próprios bairros. Eles estão atraindo as pessoas, que não se dirigem mais para o Centro”, afirma.
“Estamos atentos a essa problemática. Tanto é que já foi implantada na parte baixa da Rodrigues Alves uma onda verde. Numa determinada velocidade, você consegue passar todos os cruzamentos sem parar”, explica Nelson.
A Emdurb está estudando medidas para serem empregadas em pontos problemáticos da malha viária. Um deles é a rua Eduardo Vergueiro de Lorena, que dá acesso ao Bauru Shopping, pela avenida Nações Unidas.
Outro local em estudo é o cruzamento da rua Ezequiel Ramos com a avenida Nações Unidas, onde os condutores têm dificuldade de passar de um bairro a outro.
No cruzamento da mesma avenida com a rua Benjamin Constant também há dificuldades. Há diversos movimentos permitidos ao condutor (conversões à esquerda, à direita e cruzamento nos dois sentidos).
Na rotatória que dá acesso à Vila Falcão, após o viaduto Alfredo Maia, o acúmulo de carros foi amenizado com a instalação de radares. Para solucionar de vez o problema, a Emdurb alega que são necessárias obras.
A próxima meta da empresa é adquirir novos controladores semafóricos, ampliando a onda verde na cidade. “Outras medidas dependem da construção de avenidas, implantação de novas vias e caminhos alternativos”, argumenta Nelson.