Do alcaide municipal não sou seu advogado. Não o represento em nenhuma Instância ou Tribunal, mas acompanho, com muita apreensão, os fatos que uma Comissão Processante – CP procura estabelecer parâmetros dentro do ordenamento jurídico administrativo, particularmente quando enfaseia palavras como “omissão”, “negligência” e “improbidade”.
Devo, primeiramente, como um observador atento, verificar a conduta de cada cidadão, dentro de sua história vivida e, com isso, estabelecer o presente e a expectativa do futuro. É assim que aprendi a conhecer as pessoas, as suas vontades, os seus anseios, as suas características de probo. Em Direito, aprendi que o respeito a cada pessoa não é uma balela, mas uma imperiosa exigência, até porque, como humanos, somos portadores de inúmeros defeitos, imensos desleixos, incomensuráveis práticas lesivas. Mostrem-me quem assim não foi e não o é. Por isso, o que vale, em tudo, é o que somos de verdade, o que semeamos, o que seguimos no compasso da história de se dar e não do se receber.
Vejo, com certo amargor, que certas atitudes de claro e evidente antagonismo só servem para o retrocesso, nunca para o programa do futuro promissor. É uma espécie de serpente que ao bote abate a presa ao seu lado. A história está repleta dessas incertezas que prejudicam o andar da carruagem e esfarela o ímpeto de uma comunidade desejosa de trabalho, de progresso, de harmonia.
Com isso tudo, troco omissão por ousadia; negligência por incompreensão e improbidade por respeito ao irmão próximo. Acudir aos outros, em que a estes nada faltem e fazer de uma administração profícua e laboriosa uma marca de tempo, é questão de ser sábio. Eis, em poucas palavras, o que pode ser alguém que se confessa um servidor público, sem vaidade, vencedor, combativo, perseverante e, acima de tudo, audaz. Aos audazes, está a grande pecha de ser incompreendido, pisoteado, vilipendido, amargando a incompreensão dos que esperam, na estrada, as benesses, mas não se colocam à construção do pedestal de sua própria estátua.
Vejo com lamentável sufoco que as pessoas às vezes não compreendem o significado da administração e de seu desejo. Aliás, os espíritos impiedosos se alastram por todos os cantos, buscando guarida, remoendo incertezas e produzindo um mal-estar generalizado. Seria isso bom para todos nós? Seria isso o que uma cidade, uma comunidade quer para si? Em absoluto. O que se deseja é avançar, sem medo e sem pejo, mas avançar, em busca de uma convivência harmoniosa perene, com os olhos voltados para o bom-servir e o bom-fazer. Nada de rampeiras investidas, perpetradas nas caladas da noite ou em dias avorentos. Nada disso. O que importa, para qualquer munícipe, é a vontade maior. Esta ninguém vence, ninguém mina, ninguém atinge. A dignidade, o histórico do passado, a grandeza do presente – são páginas carimbadas, cuja chancela já está perpetuada na grandeza de alma e de coração, associados com a lisura e transparência – fatos que cabem, e cabem muito bem, ao nosso querido Nilson Ferreira da Costa.
Como antigo amigo e admirador dos bauruenses e dessa cidade, até pelo meu constante trabalho de avivar a memória de seus filhos queridos, particularmente o do poeta Rodrigues de Abreu, não seria eu um omisso, não me manifestando a favor de alguém que tenho em meu coração e em elevado conceito. Não é amizade econômica, mas aquela amizade que brota de dentro do peito e explode em uivos, quando este alguém tem a sua atitude atacada, por questões várias, mas que ninguém pode macular a sua integridade pessoal. É assim que os amigos se abraçam e pensam em Bauru maior.
No caso agora, em que o Prefeito Nilson Ferreira da Costa se vê às raias de uma CP, num tumulto generalizado, incompreendido na sua posição de homem de visão larga e pensando no futuro, sem receio, julgo que a história há de demonstrar o quanto ele fez e o quanto o seu acendrado amor por Bauru é maior que estas injúrias e interrogações lhe são atribuídas. A história, sempre a história, há de demonstrar esta grandeza interior.
Assim pensando, assim escrevendo, assim agindo, não como um operador de Direito que as minhas condições podem exercer, mas como amigo que não arreda pé, não se esconde, não se curva, mas se enrijece, se ergue e brada, com voz uníssona, de um amigo fiel, pronto para ensarilhar as minhas armas e peregrinar em busca da defesa de quem tem ardor, competência, grandeza e pureza de alma, de coração e de desejo por uma BAURU GIGANTE.
Com tudo isso, creio, sinceramente, ser o momento de paz, de sublimação, servindo esta para uma reflexão de que nada se constrói com antagonismos. O que realmente se quer para Bauru são as suas verdades, despidas de tudo, mas pela sua grandeza e pelo seu bem-estar, vale a força e brio de uma competência incontesta. (J.R. Guedes de Oliveira - bacharel em Direito)