A nefrologista Maria Regina Trotta Pinheiro, da unidade de hemodiálise da Associação Hospitalar de Bauru (AHB), explica que a vida média de um rim transplantado varia bastante. “Normalmente, em um enxerto com uma compatibilidade boa, é de três a cinco anos, mas há casos em que esse prazo é bem maior. Vemos que existe uma perda do enxerto ao longo dos anos, mas ele pode durar até 20 anos”, revela.
Ela afirma que a compatibilidade depende do grau de parentesco. “A melhor é nos casos de irmãos gêmeos ou irmãos comuns. Em pai, mãe, tios, filhos e primos, você tem metade da compatibilidade e a sobrevida do enxerto é menor, mas a gente nota que cada indíviduo tem um sistema imunológico diferente e responde de uma maneira diferente”, declara.
O oftalmologista Jorge Estefano Germano diz que a vida média de uma córnea transplantada também varia. “A pessoa pode ficar com ela pelo resto da vida, mas depende da idade da córnea doada ou de um eventual problema de saúde”, afirma.