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Rememorando...


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Estamos cientes de que - nós, os brasileiros - possuímos memória curta - torna-se conveniente que (de tempo em tempo), retiremos a poeira destes, na busca de relembrar acontecimentos já vividos, porém, praticamente perdidos em nossa própria memória encefálica. Assim é que, nos dias de hoje, pensando que nossas autoridades administrativas vivem unicamente preocupadas em pensar na situação econômica do País aguardando uma taxa de inflação, neste milênio corrente do ano 2003 (com menos de dois dígitos), entre 8% e 9,5%.

Retrocedendo, lembrando e revivendo os acontecimentos ocorridos nos iniciais tempos da ditadura, quanto ao final dos tempos chamados de “Os anos de chumbo”, cujo inicio ocorreu após a vitória do golpe militar de 1954, com a deposição do presidente Jango Gular, pelas mãos do general Mourão Filho, reduziu-se a “farrapos a Constituição de 1946”. E, na seqüência, com o “desenlace da conspiração do movimento de 64, Artur da Costa e Silva” teria desempenhado unicamente o “papel de coordenador das tropas golpistas no Rio de Janeiro”. Assim, com a sua vitória de general “tradicionalista” e influência, o teria transformado em “um porta-voz da linha dura”. Entretanto, havendo se mostrado contrário à indicação da posse de Castelo Branco, sugeriu a manutenção do governo “nas mãos do Comando Superior da Revolução, à Junta Militar que ele mesmo comandava e fora responsável pela decretação do AI-1”. Poucos dias após, Costa e Silva agindo “em nome da unidade do Exército”, cedera à posse de Castelo Branco, embora se mantivesse à direita como general-presidente como ministro da Guerra. Costa e Silva “solidificara um papel decisivo”, não apenas na cassação de JK, e também decretou o AI-2 como ato que institucionalizou a ditadura brasileira. Assim ocorreu o período ditatorial, quanto aos incumbidos à administração:

1964: Golpe militar depõe João Goulart. Junta militar edita AI-1; cassa os direitos de 102 brasileiros e marca eleições para o ano de 1965.

1965: Castelo Branco assume a presidência provisória do País. É criado o Serviço nacional de informações (SNI). Mandato de Castelo Branco é prorrogado até 1967.

1968: Costa e Silva assina o AI-5 e fecha o Congresso.

1969: General Emílio Garrastazu Médici assume a presidência.

1974: General Ernesto Geisel assume a presidência.

1979: José Figueiredo assume a presidência. No final do mandato, assina a Lei da Anistia.

1985: Tancredo Neves é eleito pelo Colégio Eleitoral. Na sua doença, falece e o vice José Sarney assume.

1986: José Sarney assina o Plano Cruzado. E com ele, vem o congelamento de preços, dos salários e do câmbio. E o cruzado sofre outro corte nos zeros...

A administração presidencial de José Sarney, infelizmente teria sido um desastre histórico (que teria registrado possuir domicílio residencial falso, segundo publicamente propalado até por alguns de seu próprios eleitores), muito mal recebido, certamente por toda sociedade. Nas proximidades finais do terceiro ano de mandato (1987), a inflação medida em um final de mês (possivelmente no mês de outubro, se não me falha a memória), teria chegado a cerca de 78% no mês. Assim, entendendo que, de quando em quando, convém rememorar o passado...

O autor, José Almodova, é professor/mestre, jornalista e colaborador do JC. E-mail: almodova@ig.com.br.

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