Economia & Negócios

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Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

• Bancos parados

Em assembléia realizada ontem à noite na sede do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, a maioria dos votantes (placar de 150 a 40) decidiu paralisar hoje, durante todo o dia, as atividades nas agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal em Bauru. A manifestação também poderá atingir as cidades de Lençóis Paulista, Agudos e Santa Cruz do Rio Pardo.

• Reajuste

De acordo com o diretor do sindicato Marcos Silvestre, em vários pontos do País deverão ocorrer paralisações parciais ou totais hoje. Os bancários estão em campanha salarial e reivindicam reajuste de 21,58%, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) significativa, fim das demissões e garantia de emprego, com a contratação de mais funcionários para acabar com as filas nas agências bancárias.

• Proposta

Na última negociação, na semana passada, a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) se limitou a oferecer reajuste de 10%. A negociação que ocorreria ontem, foi adiada para amanhã. Segundo o sindicato, a direção do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal não teriam apresentado nenhuma proposta até o momento. “Nós pedimos o apoio e a compreensão da população para esta luta por melhores salários, mais empregos e menos filas”, diz Silvestre, do sindicato.

• Selic

Ontem, o Banco Central (BC) determinou um corte de 2 pontos percentuais na taxa Selic, baixando os juros de 22% ao ano para 20%. A decisão está repercutindo em todos os veículos de comunicação, mas muita gente continua se perguntando: e o que isso muda no nosso dia-a-dia? Para começar, com a redução dos juros o BC diminui a atratividade do investimento em títulos da dívida pública.

• Investimentos

Desta forma, começa a “sobrar” um pouco mais de dinheiro no mercado financeiro para viabilizar investimentos que tenham retorno maior que o pago pelo governo. É exatamente por este motivo que os empresários clamam tanto pelo corte nas taxas. Já nos mercados, reduções de juros normalmente viabilizam migração de recursos para a Bolsa e para o câmbio de moedas.

• Títulos

Quando o juro sobe, o resultado é inverso. O investimento em dívida “suga” o dinheiro que serviria para financiar o setor produtivo. Além disso, tira dinheiro do câmbio de moedas e do mercado acionário, já que ninguém vai querer correr riscos com ações se tem o rendimento garantido com papéis de títulos públicos. Para quem não sabe, Selic é a sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia, criado em 1979.

• Controle

O objetivo do Banco Central e da Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto (Andima) ao criar o Selic era tornar mais transparente e segura a negociação de títulos públicos. Trata-se de um sistema eletrônico que permite a atualização diária das posições das instituições financeiras, assegurando maior controle sobre as reservas bancárias. O Selic também identifica a taxa de juros que reflete a média de remuneração dos títulos federais negociados com os bancos.

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