Educação que pede a família na escola, mas humilha a mãe de família, a mãe que é arrimo, que trabalha, que luta, que quer ver o direito dos seus filhos respeitados, o direito de falar, de se expressar, de gritar, chega de tanta humilhação. A mãe pobre, da periferia, é logo marginalizada, porque é pobre, é barraqueira, não é “letrada”, por isso são humilhada, e os problemas dos seus filhos são uma grande “novela” cansativa que não interessa aos educadores, que não querem ver as cenas dos próximos capítulos. Onde alguns educadores da EE Prof. João Simões Netto fizeram prevalecer sua autoridade e a nossa falta de instrução, falta de condições, pois o baixo poder aquisitivo nos impede de poder escolher, por isso temos que aceitar. Exercer autoridade não é contradizer em tudo, impondo o modo de pensar. É preciso conquistar a comunidade e não vencê-la pela humilhação. Se a escola vencer a comunidade certamente a perderá, mas se a conquistar, certamente ganhará. O que vivenciamos nos fez perder totalmente as esperanças e achar que pobre não deve ter sonhos ou idéias. Sr. secretário da Educação, a vós, a nossa indignação, pois no seu sonho de amor, não há discípulos.
Silmara Lopes da Silva - RG 29.568.267