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Escolaridade é maior que a média

Luciana La Fortezza
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O nível de escolaridade de Bauru, conforme o diagnóstico do Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), é superior à média estadual, mas a colocação do município nesse ranking caiu 25 posições. Passou de 59ª em 1997 para 84ª em 2000 (entre as 645 cidades paulistas).

Nesses três anos, o indicador de escolaridade do município melhorou de 78 para 92, enquanto a média regional e estadual é de 87. A alta de 53,9% para 71,2% na proporção de pessoas entre 15 e 19 anos que concluíram o ensino fundamental foi uma das responsáveis pelo índice satisfatório.

“Estamos levando escolas de ensino fundamental aos bairros. Tínhamos cinco escolas, contando com o Centro de Educação de Jovens e Adultos. Em três anos, passamos para 11”, explica a secretária municipal de Educação, Solange Santos Ferreira dos Reis.

Segundo ela, o número de alunos passou de 2.200 para 7.500. “Temos também 72 salas de aula espalhadas em empresas, escolas de educação infantil e escolas municipais de ensino fundamental. Outras cinco escolas em construção. Se os índices fossem analisados hoje, seriam melhores ainda”, especula.

A avaliação do IPRS também indica que a participação do Poder Público municipal aumentou de 7% para 8,8%. Mesmo assim, a dirigente regional de Ensino, Marilene Silva Guerrero, garante que o Estado tem investido cada vez mais na capacitação de professores e em projetos como o Telesala que, ano-a-ano, conquista novos alunos.

Só na sala instalada na Escola Estadual Parque Santa Edwirges, 70 alunos se matricularam no início do ano. Atualmente, 40 deles continuam o curso. Dezanil Lima de Oliveira, de 48 anos, é uma delas. Ela trabalha, cuida da casa, dos filhos, dos netos e ainda se empenha para concluir o ensino fundamental.

“Decidi voltar para a escola porque percebi que é imprescindível. É corrido, mas tem que fazer. Agora consigo fazer avaliações diferentes das coisas. A autoconfiança melhorou”, comemora.

A mesma empolgação vive a colega Maria Lúcia da Silva Batista que, através do curso, conseguiu um emprego melhor e está freqüentando as aulas de enfermagem.

“Tenho muito orgulho dessa coragem que eles têm. O ganho pessoal aqui é muito grande. Quando eles nos procuram, o empenho é real”, comenta a professora orientadora da Telesala, Marta Isabel de Faria.

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