Existem animais exóticos com fácil adaptação e que não exigem tantas mudanças na rotina dos donos em seu convívio doméstico. É o caso do ferret, conhecido no Brasil como furão. Na verdade, o furão brasileiro é um pouco mais agressivo do que o ferret, que é parente das lontras. Os ferrets comercializados no País são, em sua maioria, originários dos Estados Unidos e são castrados, pois sua reprodução é proibida aqui.
Luciana Fernandes de Oliveira, que possui duas fêmeas, explica que estes são animais dóceis, que se adaptam facilmente à rotina dos donos. “Ele ficou conhecido como um animal para a família, mas fica bem sozinho, dormindo, não desenvolve problemas comportamentais como estresse, desde que você solte para brincar todos os dias”, esclarece.
Um filhote de ferret custa cerca de R$ 600,00 e atualmente começa a competir no mercado com os cães e gatos, exatamente por seu comportamento amigável, curioso e brincalhão. Eles são alimentados com ração especial, precisam de controle de vacinas e devem ser mantidos em gaiolas, quando deixados sozinhos.
A paixão do criador José Alberto Gomes é outra possível de assumir “domesticamente”. Ele tem, em sua casa, cerca de 40 casais de calopsitas e agapornes, duas espécies de pássaros originárias da Austrália e que têm sua criação autorizada no Brasil. Ele começou a criar estas espécies há quatro anos, e o mais impressionante é a relação de carinho e confiança dos pássaros por seu “pai”.
“Comecei a amansá-los e se tornou um prazer cuidar deles. As calopsitas são dóceis por natureza. Eu sou um apaixonado por aves exóticas, e não gosto de ver as pessoas tratando mal seus animais”, diz.
Atualmente com 16 novos filhotes de calopsitas, Gomes passa praticamente o dia todo cuidando das gaiolas. Ele possui mais exemplares de agapornes, que são um pouco menos dóceis do que as calopcitas. Mas a afeição dos bichinhos por ele é comprovada quando um de seus agapornes, que ele chama de Titi, sobe em seu ombro e fica, naturalmente, brincando com o dono. “Você tem de acostumar a deixar assim, perto da gente. Deixo no ombro, vou criando no dedo. Mas elas são todas ciumentas”, demonstra Gomes, colocando uma calopsita no outro ombro, que logo é assustada por Titi.
Proprietária de gatil e canil, os novos xodós da casa de Neuza Maria Pagani Panice são um par de papagaios e uma arara, que ela recebeu há pouco mais de um mês. Ela é autorizada pelo Ibama como protetora destes animais, mas conta que eles ainda estão um pouco ariscos. “Um dos papagaios já vem no dedo, está mais dócil. Mas a arara deve ter sido criada sozinha, presa. Ela chega a atacar a gente, mas a nossa paixão pelos animais é difícil de explicar”, diz.
A única reclamação de Neuza é a sujeira que as aves fazem. “Meu marido tem de limpar todo dia. Eles (os papagaios) gostam mesmo é de frutas, comem o dia todo, e a arara adora banana”.