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Mudança tem resistência, diz educadora

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 1 min

A transformação de professor em educador ainda é vista como obstáculo por alguns profissionais, segundo a educadora Vera Casério.

“Eles não conseguem fazer essa passagem e entender que, hoje, têm outras obrigações além de formar. Com as mudanças, eles passaram a ter a função de informar, socializar e humanizar, entre outras”, diz.

Ela afirma que o educador deve perceber que o seu papel é muito importante. “Ele forma a consciência crítica para que o aluno tenha uma cidadania desenvolvida, seja um cidadão em todos os sentidos da palavra”, declara.

Vera lembra, porém, que não basta motivar o professor a cumprir essas tarefas, mas também incentivar a família a participar do processo. “Durante muitos anos, a escola só chamava os pais para falar mal dos filhos ou para vender rifas e vales para festas. As escolas que não mudarem esse perfil estão condenadas a morrer. Elas devem chamá-los para participar da elaboração do projeto da escola, das aulas”, opina.

A presença da família também é vista como fundamental pela psicóloga Marisa Meira. “Você precisa participar da vida escolar e da vida da escola do seu filho. Participar da vida escolar é olhar as tarefas, fazê-las junto com ele, cuidar do material e outras questões. Participar da vida da escola é estar lá indagando, sabendo o que está acontecendo”, diz.

Ela acredita que esse interesse acaba diminuindo com o passar dos anos. “O que eu vejo é que a disposição dos pais tende a diminuir conforme os filhos vão crescendo. Pais de crianças pequenas participam mais do que os de adolescentes. É um grande erro. Quando se pensa que já estão crescidos, é o momento em que os problemas mais sérios costumam acontecer”, afirma.

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