Para enfrentar a “invasão” do turista e não comprometer a qualidade do meio ambiente, Torrinha (95 quilômetros a Leste de Bauru) está se estruturando através do Conselho Municipal de Turismo (Comtur). A visita às cachoeiras, com raras exceções, têm que ser feitas com guias, responsáveis pelo acesso as propriedades rurais e pela conservação da natureza.
Localizada a 1.000 metros acima do nível do mar, a cidade está cercada de imensa “cuesta” basáltica, canions, cavernas e matas virgens que protegem suas 52 cachoeiras da ação do homem.
Para conhecê-las, no entanto, é preciso gostar de muita aventura e de longas caminhadas. O esforço é recompensado quando se chega ao local, onde a natureza oferece um espetáculo inigualável. A água é límpída e o trajeto é algo que salta aos olhos.
A cachoeira do Mira, com oito metros de altura, tem acesso fácil, por estrada de terra, sem a caminhada. A queda de água forma uma piscina natural irresistível. O conjunto formado pela mata ao redor, plantas e a fazenda é uma dádiva aos olhos do homem urbano.
Para os aficcionados em aventura, a cachoeira do Bissoli, com 30 metros de altura, é a melhor opção. Calçado com sapatos apropriados e pronto para descer a mata, o turista que tiver fôlego para chegar ao pé da queda d’água vai assistir um espetáculo maravilhoso. O difícil é retornar, subindo com a ajuda de cipós e cordas. Nessa cachoeira é possível fazer rapel e canyoning.
Um dos pontos mais curiosos de Torrinha é o Vale da Pedra. De um Mirante é possível apreciar a Pedra Torrinha. Para os praticantes de asa delta, não há local mais privilegiado. É o único ponto do Brasil onde se pode encontrar os quatro ventos: norte, sul, leste e oeste.
Estrutura da cidade
A cidade de Torrinha ainda carece de alguns itens de conforto para o turista médio. O melhor hotel fazenda tem diárias com preço acima de R$ 300,00. Os demais ficam na área urbana, mas não oferecem tanto conforto. Os restaurantes são simples e as opções são limitadas. A maioria dos passeios exige o acompanhamento de guias que cobram uma taxa que varia de R$ 6,00 a R$ 15,00 por pessoa.
Os guias estão sendo treinados e ainda não conseguem oferecer muitas informações aos turistas. Para o turismo de aventura falta locação de roupas, sapatos e acessórios.
• Serviço
Para visitar as cachoeiras, é necessário o acompanhamento do guia que custa entre R$ 6,00 e R$ 15,00.
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Chocolate da serra
O mosteiro do Paraíso é outra atração da cidade de Torrinha. Nele são fabricados cerca de 30 quilos por dia de chocolate na forma de bombons, trufas, pão de mel e bolos que são comercializados na cidade e na vizinha Brotas.
O mosteiro, que é uma homenagem a São José, abriga um padre e dois monges. Com oito chalés, eles servem de abrigo para retiros espirituais da Igreja Católica. Nele também são realizadas festas típicas.
Segundo o padre Nilton Antonio Marques, a festa do padroeira em março reúne moradores de toda região. A festa junina do mosteiro também é famosa. O local pode ser visitado pelos turistas.