Tribuna do Leitor

Sobre a festa vicentina


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Ao ler a missiva da sr.ª Rosa Maria Morceli, publicada nesta tribuna (dia 14/09), só podemos chegar à seguinte conclusão: aquela leitora não esteve presente na Festa Vicentina, realizada no último dia 07, em Arealva. E mais: não conhece a nossa obra. Caso contrário, o teor de suas palavras seria outro.

Naquele local estavam presentes famílias de boa-vontade de Arealva e região, num ambiente saudável, em clima de confraternização, colaborando para que alcançássemos nosso objetivo: a promoção de uma vida mais digna aos idosos, corroborando com a campanha da fraternidade deste ano: “Fraternidade e pessoas idosas. Vida, dignidade e esperança.”. Durante todo o domingo, nenhum incidente ocorreu, tudo transcorreu na maior normalidade.

Não somos a favor da degradação da família ou da contaminação dos jovens. Pelo contrário, somos pais de família e queremos que nossos filhos cresçam e vivam num ambiente saudável. No entanto, sem radicalismo, com liberdade e consciência.

Vender bebida alcoólica não é crime. A lei proíbe sua venda às crianças e aos adolescentes, como não poderia deixar de ser. E neste sentido, foram tomadas providências para que esta prática não ocorresse, contando inclusive com a fiscalização do Conselho Tutelar. Importante salientar que a fiscalização dos pais com relação a seus filhos é, acima de qualquer outra, a mais importante.

Fazer festa não é pecado! Tomar cerveja não é pecado! O VÍCIO, A DEPENDÊNCIA E O ABUSO é que são condenáveis. Proibir não é a solução. Conscientizar, sim!

Assustar os jovens com falsos moralismos não é a pedagogia correta para incutir neles esta consciência. Deus nos criou para sermos cristãos alegres, felizes. E festas como a que realizamos não O desagrada. O primeiro milagre que Jesus realizou foi numa festa! E Ele transformou água em VINHO! (João, 2,1-12). É preciso atacar o inimigo certo, combater o VÍCIO. Mas também a hipocrisia, o radicalismo, a ignorância...

Se Jesus fosse expulsar os cristãos vendedores de bebidas alcoólicas, antes Ele expulsaria os cristãos que praticam o comércio religioso, vendendo água do Rio Jordão, areia da Terra Santa, e outros produtos, como se fossem uma panacéia, conforme vemos em certas emissoras de televisão. Com certeza, Frederico Ozanan e São Vicente de Paulo estavam envergonhados, mas era com a situação em que o asilo se encontrava há alguns anos, a ponto de fechar suas portas, sem condições de atender dignamente seus internos. E continuam envergonhados hoje, não com a festa realizada, mas com aqueles que tentam, por motivos nada nobres, atrapalhar a qualquer custo a obra vicentina e causam indignação em uma comunidade inteira.

Curioso é que a Vila Vicentina de Bauru também realiza festas com cerveja, no entanto nenhum barulho se produz a respeito. Já a nossa festa, causa grande estardalhaço! A Vila Vicentina de Arealva, sr.ª Rosa Maria, está de portas abertas para a sr.ª e quem mais quiser conhecê-la e colaborar com sua obra. Nosso endereço: Avenida da Saudade, n.º 953, Arealva/SP. Venha nos fazer uma visita, talvez a sr.ª mude de opinião. Por fim, nossos agradecimentos à nossa comunidade, que provou mais uma vez ser rica em solidariedade. Graças a Deus! Gratos pela publicação.

Diretoria da Vila Vicentina de Arealva

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