Insaciável nos seus desejos, o homem ambicioso busca com unhas e dentes o supérfluo, não se contenta com o que realmente precisa.
Ele percebe que essa maneira de viver não faz bem para a sua saúde física e mental, pois está sempre com a agenda apertada, correndo, ansioso, se afastando dos amigos, se dedicando pouco a família, dormindo e se alimentando mal. Sente que quanto mais obtém bens, tem menos tempo e paz. Dá a impressão que está sob uma espécie de hipnose.
Mas, mesmo assim, teima nessa direção.
O fato da sociedade tender a, de maneira geral, ser fria, excludente e, muitas vezes, não cooperativa, contribui para as pessoas terem medo de faltar e de ficar para trás. Assim, privilegiam essa opção de vida desequilibrada.
Nessa busca sem fim atrás do ter em excesso, além de sofrer, o ser humano deixa de ter outros tipos de experiências importantíssimas, como acompanhar mais de perto o crescimento dos filhos antes que caminhem para as drogas e outros malefícios, visitar antigos amigos marcantes da adolescência, ver o pôr-do-sol, tomar sorvete com a família em um dia da semana, praticar um esporte prazeiroso, ver os lírios do campo.
O supérfluo deixa a pessoa superficial. Fica dependente de necessidades desnecessárias. De alguma forma não é um ser livre.
São Francisco de Assis dizia que o homem, para viver, precisa somente dos 3 “As”: Abrigo, Alimento e Amigos.
Para quem vive quase exclusivamente para o consumo, experimente voltar às raízes para se ter um melhor referencial, visando questionar os valores que aprisionam.
Para se libertar, acredite que tudo que ocorre não é por mero acaso. Tem um porquê.
Portanto, aquilo que você não tem agora, com certeza você não necessita.
Pense nisso.
Sugestão de melhoria Empenhe-se seriamente em identificar o que realmente é mais importante em sua vida.
Davison de Lucas - diretor da M. Davison & Associados www.mdavison.com.br