Tribuna do Leitor

A volta da indústria da multa de trânsito


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Em matéria publicada nesta coluna em 28 de agosto p.p., protestei contra os desmandos e arbitrariedades da Divisão de Fiscalização de Trânsito da PM e do indeferimento injustificado da JARI a um recurso meu. Pois bem: fui multado novamente, desta vez por excesso de velocidade (58 Km/h), num radar da av. Nações Unidas. Raramente passo por essa avenida e quando o faço cuido para não ultrapassar os 40 Km/h (para ter uma margem de segurança; afinal, quem confia nesses sensores?); a velocidade permitida é 50 Km/h. Ou seja, de acordo com o equipamento eletrônico, minha velocidade era 45% superior ao que marcava o velocímetro do meu carro. Estranho! Quando passo pelos sensores que exibem a velocidade apurada, estes sempre marcam uma velocidade menor que a do meu velocímetro. É, alguma coisa não cheira bem.

Claro que vou entrar com recurso na JARI, mas já espero receber outro indeferimento tão patético quanto o anterior. E não há instância superior a quem apelar: a decisão é final.

Nós, cidadãos, precisamos nos organizar e reivindicar junto ao Ministério Público a abertura de um processo de investigação para avaliar a probidade e a competência desses órgãos e dos que neles trabalham, cuidando, inclusive, de avaliar a acuidade visual dos que agem diretamente na fiscalização. É preciso, também, verificar até que ponto são confiáveis esses equipamentos eletrônicos e quem os programa. Caso contrário, não bastasse a descomunal carga tributária que já pesa sobre nossas costas, ainda continuaremos a “contribuir” para encher as burras da Emdurb pagando multas, muitas vezes ilegítimas.

De minha parte, a partir de agora não mais ultrapassarei os 30 Km/h e rezarei todas as noites para que o próximo par de fiscais da PM que esteja em meu roteiro tenha visão melhor que o último, o qual, sob uma acusação ilegítima, me causou um prejuízo legítimo de quase R$ 130,00. Se nem isso for suficiente, venderei meu carro e passarei a andar de ônibus. (Edson Marin do Ó - RG 4.234.733)

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