Regional

Polícia apreende 60 quilos de maconha em Avaré

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

Avaré - A Polícia Rodoviária (PR) apreendeu ontem de madrugada 60 quilos de maconha na rodovia Castelo Branco, em Avaré (125 quilômetros ao Sul de Bauru). O acusado Charles Neves da Silva, 26 anos, foi preso em flagrante por tráfico de entorpecentes. A droga estava sendo transportada no Palio COV-2611, de São Paulo, acondicionada em 60 tijolos.

Segundo a Polícia Rodoviária, durante fiscalização de rotina em frente à base operacional, os policiais fizeram sinal de parada para o acusado, que estava sozinho no veículo. Entretanto, Silva não teria respeitado a determinação, empreendendo fuga em alta velocidade.

No quilômetro 247 da rodovia, em frente a um posto de combustíveis, três viaturas da PR conseguiram cercar o veículo e deter o acusado. Ao verificar a documentação, os policiais constataram que o licenciamento do Pálio estava vencido. Em seguida, em fiscalização no interior do veículo, encontraram os 60 quilos de maconha entre o banco dianteiro e traseiro, distribuídos em duas sacolas.

Segundo a polícia, Silva teria recebido a droga em Presidente Prudente e a levaria para a Capital.

O acusado, morador de São Paulo, foi autuado em flagrante na Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Avaré e encaminhado para a Cadeia Pública de Cerqueira César. A pena para tráfico de entorpecentes vai de três a 15 anos de reclusão. O acusado não tinha passagem pela polícia.

765 quilos

Segundo o tenente João Batista de Oliveira, a Polícia Rodoviária apreendeu neste ano 765 quilos de droga na rodovia Castelo Branco, na região de Avaré.

O tenente afirma que a rodovia é uma via de escoamento de droga procedente do Paraguai com destino a Capital. Grande parte das apreensões e realizada em ônibus de linha e carros, no período da madrugada. “As boas condições da rodovia, o acesso rápido a São Paulo, fazem da Castelo Branco rota de tráfico”, avalia.

O tenente afirma que, apesar do trabalho de fiscalização nas estradas, a polícia consegue retirar apenas uma parte dos entorpecentes de circulação. Especialmente quando a droga é transportada de forma camuflada em caminhões de carga, explica Oliveira, a fiscalização torna-se mais difícil e muitos veículos não são flagrados pela abordagem policial.

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