Pesca & Lazer

Feira de pesca supera expectativas


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Foi realizada em São Paulo, entre os dias 10 e 14 de setembro de 2003, a Brazil Fishing Show 2003, em sua 2.ª edição, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Segundo informações prestadas por Mara Nunes, da empresa Parlatorium Comunicação e Marketing, foi um evento de sucesso, recebendo cerca de 30 mil visitantes.

Foi comercializado, segundo a loja Sugoi Big Fish, que montou uma megaloja com 1.000 m² e cerca de 28 mil itens, mais de R$ 1.500.000,00, o que dá a incrível marca de R$ 300.000,00 por dia. É necessário frisar que a única loja presente ao evento era a Sugoi Big Fish, organizadora da feira.

Bem diferente das últimas Feipescas, que até três anos passados era a maior feira de pesca da América do Sul, que caracterizou-se como um imenso varejão onde várias lojas de pescas disputavam os clientes e visitantes a grito, a Brazil Fishing Show veio para ser a maior feira do setor no Brasil, reunindo num espaço de 8.000 m², o varejo, representado pela Sugoi Big Fish e cerca de 70 expositores variados, entre fabricantes nacionais, importadores, empresários de turismo, náutica e camping.

Os empresários de turismo, hoteleiros, donos de pousadas e agências também festejaram muito os incrementos de novos grupos e as adesões para 2004 aos novos programas, como enfatizou Andréa Ávila, gerente de negócios da Pousada Thaimaçu (Pará), a qual espera um acréscimo de cerca de R$ 300.000,00 para a temporada de 2004. Cerca de 15 diferentes destinos estavam representados na feira, entre eles, as novas opções de pesca oceânica, além dos destinos tradicionais do Amazonas, Pará, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No setor náutico, segundo Danielle Simonini, da Viper Motores e Barcos, que comercializou durante a feira cerca de R$ 500.000,00 em vendas, foram muitas as consultas e as novidades expostas, desde os tradicionais barcos de alumínio até as lanchas de 28 pés, passando por motores de até 250 HP, como foi o lançamento do novo motor da Evinrude.

Vale a pena destacar a presença da Levefort, detentora de cerca de 60% da produção nacional, segundo Celso Silva, gerente comercial da empresa, onde apresentou os lançamentos em barcos de alumínio, entre eles a nova Marajó 190 Master e a Sabre Flydeck.

Mais de 400 lojistas se fizeram presentes à feira, o que é muito pouco significativo para um mercado que estima-se haver cerca de 6 milhões de praticantes, segundo o organizador do evento, Marcelo Claro. Este número, de acordo com o Ibama, está superestimado, e segundo o Programa Nacional de Desenvolvimento da Pesca Amadora, são cerca de 3 milhões os praticantes.

É lamentável que tendo cerca de 70 expositores, de todos os segmentos representados na feira entre pesca, camping, turismo e náutica, tão poucos lojistas tenham participado do evento, pois é uma oportunidade única para que tantos produtos e novidades possam ser vistos num só espaço.

No segmento de pesca, alguns produtos podem ser destacados, entre as várias novidades existentes, como a linha de motores elétricos com comando remoto da MinnKota, importados pela Flagship, além das carretilhas Shimano Calcutta TEDC com freio de sistema digital, importadas pela Alkalis.

Marcas famosas como Mitchell, Penn, Mirrolure, Lamiglass, Zebco, Martin, Quantum, Bomber e Rhino se fizeram presentes, agora, com importadores oficiais, acabando de vez com a época dos importadores aventureiros e oportunistas que reinaram no mercado nos anos 90. Destaque para as chumbadas ecológicas, fabricadas em material cerâmico, que evitam a poluição dos rios, lagos e barragens, ao serem perdidas pelos pescadores.

Outra queixa constante por parte dos visitantes, era o atendimento por parte de alguns dos expositores, que preferiam claramente atender os lojistas, deixando os pescadores vagar pelos estandes, sem ao menos tentarem parecer simpáticos. Entendo que, numa feira de negócios, onde o principal objetivo é vender para poder recuperar o investimento, o expositor tem como alvo o distribuidor, o lojista. Se é uma feira institucional, a coisa é bem diferente. A busca pela divulgação e pela manutenção da marca no mercado, fazem com que os expositores busquem os consumidores, através de sorteios, brindes, presentes e muita informação.

Essa identificação ainda não existe na Brazil Fishing Show, mas é algo que os organizadores precisam pensar para as próximas edições. Por outro lado, o clima descontraído proporcionado pelo encontro dos amigos e companheiros da pesca, assim como a oportunidade de conhecer pessoalmente praticamente todos os apresentadores de programas de pesca, os pescadores das revistas, os guias mais famosos e aqueles pescadores mais carismáticos, fizeram desta feira uma grande festa.

Ao final de cada apresentação dos grandes nomes da pesca esportiva no Brasil, a busca pelos autógrafos e fotos ao lado de seus ídolos mostrou que, com um pouco de bom humor e simpatia, cativa-se novos adeptos à esta modalidade muito mais facilmente. É possível que no próximo evento, os números sejam mais grandiosos e que este mercado esteja movimentando muito mais que os supostos US$ 200 milhões por ano, segundo dados da Embratur.

Texto de Nelson Maciel, pescador e colaborador do JC

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