Turismo

Touradas, paellas e jámon

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Quem tem estômago forte não pode perder um dos espetáculos que ao lado da dança flamenca, melhor traduz a alma madrilena: a tourada. As temporadas de touradas, realizadas há séculos na Plaza Monumental de Las Ventas, continuam provocando protestos dos preservacionistas e olés carregados de emoção dos madrilenos.

Os espanhóis são vidrados nesse tipo de esporte, onde o que vale é o malabarismo de magérrimos toureiros para provocar e ao mesmo tempo se safar dos animais.

Cada passo tem um nome, uma coreografia, uma finalidade. Uma paixão tão intensa que foi retratada no último filme de Pedro Almodóvar, “Fale com Ela”, em que uma das protagonistas é atingida mortalmente pelo chifre do robusto animal.

Nem todos aprovam a forma como os touros são tratados, furados e mortos em plena arena, com a ouvação pública, mas o espetáculo passional carregado de vermelho sangue continua levando turistas ao estádio.

A culinária também exerce forte apelo nos madrilenos que não dispensam as tradicionais tapas antes do jantar e, embora comendo jamón, tortillas, pucheros e muito chouriço, são magros em sua maioria. A explicação vem da gastronomia mediterrânea, carregada de azeite, frutos do mar e tomate.

Comer na Espanha é um dos rituais mais agradáveis da vida cotidiana. A variedade e riqueza da sua gastronomia, bem como o gosto espanhol pela cultura da boa mesa, fazem com que seja muito fácil encontrar, tanto em grandes cidades como nas pequenas, um restaurante com pratos fartos e deliciosos.

As refeições costumam demorar uma hora e meia aproximadamente, muito mais tempo do que se dispensa no resto da Europa e dos Estados Unidos.

Nada de fazer dieta estando lá, principalmente levando em conta que os espanhóis gozam de boa forma. Peça calamares, pães, paellas, carnes, tapas, gazpacho, papas fritas, leitão (o cochinillo assado do Botín, da Calle Cachilleros, 17, junto a Plaza Mayor, é incrível), cordeiro e, claro, o cozido madrileno, acompanhado de batata, chouriço, morcela, carne, galinha e condimentos e os “callos” (dobrada) preparados com vinho branco, brande, colorau, cebola, chouriço, presunto e pimenta.

Acompanhando os pratos, não pode faltar o vinho, um elemento fundamental de todas as cozinhas regionais da Espanha.

Os romanos levaram a arte da viticultura que tornou à Espanha que se tornou um dos maiores produtos de vinho de qualidade no mundo.

Entre as variedades, destaque para o vinho de Rioja que, pelo seu aroma, sabor e corpo conseguiu um destacado lugar de destaque no âmbito internacional.

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Fique por dentro

• Os táxis são relativamente baratos em Madri. Mas é sempre bom combinar o preço antes dos passeios.

• Andar pelas largas avenidas arborizadas é o melhor para se fazer na capital espanhola. É assim que o turista conhece seus portais, praças e edifícios históricos.

• Encontra-se de tudo no comércio madrileno. Não volte para o Brasil sem passar por seus grandes magazines como o El Corte Inglês, com dezenas de andares repletos de roupas, cosméticos e até comida típica (há um supermercado no subsolo).

• Todos os passeios devem conheçar pela Plaza Mayor. De lá chega-se aos museus, ao Palácio Real, aos parques e casas de show e dança flamenca.

• Há excelentes, médios e simples hotéis em Madri. Quem quer pagar ainda menos pode ficar em “hostais”, espécie de pensionato que alugam quartos sem direito a café da manhã e com televisão coletiva.

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