Política

Sindicato vai cobrar salário em dia hoje

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A direção do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) agendou reunião com o prefeito Dudu Ranieri (PFL), às 10h de hoje, para cobrar que o pagamento do salário dos servidores seja feito sem atraso. A sindicalista Sônia Carvalho diz que não aceita o argumento de falta de recursos para o pagamento parcelado dos salários, como indicou o governo.

O Sinserm adianta que vai dizer ao prefeito que não aceita o atraso. “Temos uma liminar judicial em vigência que garante o pagamento em dia e a priorização dos salários contra outras despesas”, cita. A liminar define que a prefeitura deposite o salário até o 5º. dia útil de cada mês.

O sindicato vai pedir que a atual administração apure os motivos que levaram à alegada falta de recursos neste mês. “Queremos saber como ocorreram os gastos em agosto e nos 22 dias de setembro. O Nilson deixou uma bomba com efeito retardado. Queremos uma solução para esse impasse”, conta.

Dudu Ranieri informou que 3.500 servidores vão receber integralmente os salários no dia 1 de outubro. Os demais terão seus vencimentos depositados entre os dias dois e sete de outubro. “Os salários serão pagos com prioridade. Os recursos que entrarem serão usados para esse fim”, citou.

O ex-prefeito Nilson Costa (PTB) comentou, ontem à noite, que há carência de recursos. “Cabe ao novo governo trabalhar e encontrar as formas de resolver os problemas. Quando assumi consegui parcelar dívidas com vários fornecedores e colocar o salário em dia. Não vão querer que eu reassuma para resolver”, respondeu.

Nilson disse que as prefeituras vêm enfrentando dificuldades e lembrou que o ex-secretário de Finanças, Raul Gomes Duarte Neto, já vinha fazendo esse alerta. Já Raul comentou que a administração tem repasses de Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e da cota de impostos para entrar no caixa no primeiro dia útil do mês.

Segundo ele, a situação é apertada mas vinha sendo controlada. “Eu vinha avisando que os municípios estão tendo redução nas transferências governamentais. Os recursos são escassos, mas nós vínhamos trabalhando e pagando em dia. Cabe ao novo governo buscar as formas para resolver essas dificuldades. A média de receita no mês é de R$ 9 milhões e a folha consome R$ 5,5 milhões”, indicou.

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