O Projeto Catarata promove hoje, entre 8h e 12h, um megamutirão para reabilitar visualmente pacientes com mais de 50 anos de idade que sofrem da doença.
Na região, o atendimento será feito pelos hospitais das clínicas das cidades de Botucatu (Faculdade de Medicina da Unesp) e Marília (Faculdade de Medicina).
Segundo a assessoria de imprensa da Unesp de Botucatu, todos os exames necessários serão feitos no mesmo dia. Com diagnóstico positivo para catarata, de imediato é marcada a data da cirurgia.
Em 1990, em todo o País, hospitais públicos realizaram juntos 60 mil cirurgias. No ano passado, esse número cresceu para 420 mil. “Estamos caminhando para o ideal: 800 mil cirurgias de catarata por ano”, destaca o professor Newton Kara José, idealizador do projeto.
A catarata é uma doença que se manifesta através do embaçamento do cristalino do olho. Esse cristalino tem a função de uma lente que dá nitidez às imagens. Se há embaçamento, a pessoa pode vir gradualmente a perder a visão.
Estima-se que, em todo o mundo, existam 20 milhões de pessoas cegas por causa da catarata. Da a importância de um trabalho como este, cuja cirurgia reverte o quadro, devolvendo a visão.
Segundo a assessoria, um mutirão contra a catarata torna mais ágil o processo. Em condições normais, o paciente passaria por até cinco consultas e só depois seria liberado para uma cirurgia. No caso do Projeto Catarata, todo o trabalho prévio se dá em apenas um dia.
Há três tipos de catarata: senil (devido ao envelhecimento do cristalino); de adulto (motivadas, entre outras razões, por acidentes como choque no olho, trauma de crânio, diabetes e glaucoma) e a congênita, que aparece depois do nascimento, exigindo tratamento desde os primeiros dias.