Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

MOMENTO RUIM

O Corinthians encara o Juventude, pensando só em espantar a crise que ronda o Parque São Jorge. As derrotas nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro e o fraco desempenho do time deixaram o clima conturbado no clube. A semana foi tensa para o elenco alvinegro. Em nono lugar, o Corinthians vê a vaga na Libertadores do ano que vem cada vez mais distante. A derrota para o Cruzeiro na última quarta-feira, em casa, piorou ainda mais o ambiente. O volante Fabinho, por exemplo, não aguentou e disparou, dizendo que é complicado segurar atrás, correr para roubar a bola, e o time não marcar gols. Realmente não há ligação entre o meio-campo e o ataque corintiano, mas Fabinho não precisava “espalhar”. Afinal, roupa suja se lava em casa, e além disso, na derrota, o erro é do grupo todo, e não só de um, dois ou três. Complicado é criticar publicamente o próprio ‘pedaço’. Além de trocarem farpas, alguns jogadores chegaram até a criticar a diretoria. André Luiz classificou como “inadmissível” o fato de cinco jogadores - Jorge Wagner, Fábio Luciano, Leandro, Kléber e Liedson - terem deixado o clube durante o Brasileiro. Mas esse problema é para a cartolagem resolver - ou tentar resolver - e não para André Luiz. Jogador é empregado do clube, ganha para jogar. E é nesse clima de tensão que o Corinthians joga esta tarde em Caxias do Sul. Mais um tropeço pode deixar a situação insustentável para a comissão técnica alvinegra.

REABILITADO

São Paulo interrompeu uma seqüência de resultados ruins ao derrotar o Grêmio por 3 a 1 no Morumbi. Com dois empates, uma derrota e uma vitória nos últimos quatro jogos, o Tricolor paulista segue em quarto lugar, que lhe garante a última vaga do País para a Copa Libertadores. Já o Tricolor gaúcho, parece que não tem salvação: Segundona em 2004. As medidas imperativas tomadas pela diretoria durante a semana parecem ter surtido efeito. O São Paulo não vencia há quase um mês.

COMPLICADO

A derrota para o Inter no Beira-Rio complica a situação do Santos. Na vice-liderança com 59 pontos, um ponto à frente do São Paulo, o Peixe pode ficar oito pontos atrás do Cruzeiro, se o clube mineiro vencer hoje. Já o Inter está em quinto, e continua a luta por vaga na Libertadores. A diferença para o Coritiba, quarto colocado, hoje classificado para a competição sul-americana, é de três pontos. Foi a oitava derrota do Santos no Brasileirão, a segunda nos últimos três jogos.

REVANCHE

Líder isolado do Brasileiro, o Cruzeiro recebe o “algoz” Vitória no Mineirão. Com uma vitória por 2 a 1, em Salvador, no primeiro turno, o time baiano foi o responsável pela queda de uma invencibilidade de 36 jogos do time mineiro. Os cruzeirenses devem estar encarando, creio, o jogo desta tarde, como uma espécie de revanche.

SELVAGERIA

Gelson foi o jogador do Coritiba que mais sofreu com a violência da torcida vascaína na última quinta-feira. O atacante está com hematomas no pescoço, no peito e nas costas. Abalado com o episódio, ele temeu pelo pior. “Graças a Deus estou vivo. Temi pela a minha vida. Estava sentado em uma das poltronas logo na frente do ônibus quando vários torcedores entraram e começaram a nos agredir. Fui arrastado e levado para fora do ônibus a base de pontapés, socos e tapas”.

SECRETÁRIO

Edson Massa é o novo secretário de Esportes do município. Quem me garantiu isso foi o prefeito Dudu Ranier. O amigo Massa foi jogador e árbitro de futebol. Dos melhores, por sinal.

MEMÓRIA

Depois que passou a integrar o grupo de elite do futebol paulista, em 1954, o Noroeste alternou uma trajetória de triunfos consagradores, mas também sofreu derrotas humilhantes. Uma delas, a maior de todas, foi contra o São Paulo, em novembro de 1965, no Morumbi, quando perdeu de 8 a 0. Os gols foram marcados por Prado 4, Valdir 3 e Paraná. Árbitro: Anacleto Pietrobom. Público pagante: 2.899. São Paulo: Suli; Renato, Jurandir, Dias e Tenente; Zoé e Vadinho; Valdir, Zé Roberto, Prado e Paraná. Noroeste: Cláudio; Aracito, Geraldo, Brito e Paulo Ventura; Romualdo e Lourival; Passarinho, Zé Carlos Coelho, Teixeira e Plínio.

LAMBANÇA

Amanhã, comento a goleada que o Noroeste sofreu em casa apra o rival Marília, e a lambança da arbitragem.

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