De quem é o espaço público? De todos, é lógico, já que é público e público quer dizer de todos. Será? Será que os grandes empreendedores não estão fazendo uso deste espaço como bem entendem? Por que temos que destruir para depois reconstruir e, às vezes, de forma errada? É comum em nossa cidade vermos empreendimentos imobiliários. Todos sabem que estas empresas são responsáveis também pela execução de vias públicas, canalizações de águas pluviais e outros.
Mas como saber se não estão condenando a área pública e os cofres públicos no futuro? Receber uma benfeitoria pública requer certos princípios e trabalhos. Aprovar um projeto requer conhecimentos específicos da área e muita vistoria na hora da construção, senão o “mico†vira público, quero dizer, vai sair do bolso do povo o custo da recuperação.
Quem faz o teste no asfalto aplicado? Quem confere as polegadas e construção de galerias de água? Como esta tubulação chega ao córrego? Já que somos um povo imundo, que lançamos tudo nos rios e córregos. Quem vistoria de onde sai a terra para aterros particulares?
Tubulações que recolhem toda a água de loteamentos, estão abrindo enormes erosões. As maiores que Bauru já teve ou tem. E isso ocorre em terreno destinado ao espaço público de preservação ambiental. Já que tubulações pluviais sempre passam sob terreno público.
O mais interessante é que os novos empreendimentos, na mesma área, de alto poder aquisitivo, também estão lançando suas águas e esgoto nas barrancas do córrego da Água Comprida destruindo suas margens e propiciando o aparecimento de erosões da mesma ordem. Por sinal, as tubulações recentemente instaladas já mostram sinais de erosão se iniciando. Onde estão os piscinões? Eles ajudariam na conservação do solo e dos riachos.
O erro é claro: a tubulação de chegada no córrego está acima do nível da água do córrego e a erosão se inicia abaixo do primeiro tubo de concreto, por não haver base para lançamento, e depois pegando o segundo tubo e assim sucessivamente.
Rogo a Santa Alice e Santa Paula, santas para mim idênticas, e a Santa Maria Helena, se ainda estiver no “altarâ€, para que proteja melhor a área. Aquilo já foi um santuário da natureza.
Esta vossoroca com aproximadamente 20 metros de largura por 250 metros de comprimento por 10 de profundidade, quando o período de chuvas se iniciar, vai destruir ainda mais nosso patrimônio público e a nossa natureza. Precisamos de providências, urgente. Amém. (Antonio Sérgio Sanches – RG 9.827 168)