Mesmo sem a divulgação dos números finais da 2.ª Bienal do Livro de Bauru, que terminou anteontem, depois de dez dias na Universidade do Sagrado Coração (USC), o resultado do evento é comemorado pelos organizadores da feira.
Até quinta-feira, cerca de 50 mil pessoas haviam passado pelo Bloco K da universidade, onde estavam os 49 estandes das 71 editoras participantes do evento. Até aquele dia, R$ 190 mil em livros haviam sido vendidos. Com o aumento do movimento no final de semana, a expectativa era de que o número total de visitas atingisse cerca de 80 mil.
Para Emerson Bento Pereira, do núcleo de projetos institucionais da Imprensa Oficial do Estado (Imesp), um dos organizadores do evento junto com a Câmara Brasileira do Livro (CBL), Associação Nacional de Livrarias (ANL) e Secretaria Municipal de Cultura (SMC), a 2.ª Bienal superou todos os problemas que surgiram desde o seu planejamento.
“Conseguimos entrar em acordo com a prefeitura local e, apesar da mudança do espaço da feira em relação à primeira, graças à boa divulgação e às matérias no jornal conseguimos trazer as pessoas”, diz.
Em texto publicado pelo JC no último dia 21, o presidente da Imesp, Hubert Alquéres, afirmou que é muito provável que Bauru sedie a feira novamente em 2005. O órgão do Governo do Estado, financeiramente, é o principal responsável pela realização das feiras.
Das cidades que fazem parte do Circuito Paulista do Livro, instituído pela Imesp para levar as bienais para o Interior, Bauru foi até agora a única a recepcionar o evento literário pela segunda vez num intervalo de dois anos.
Segundo Pereira, a tendência é que o evento cresça ainda mais nos próximos anos e a infra-estrutura melhore, com a participação de mais editoras e nomes famosos.
Espaço valorizado
Para a irmã Jacinta Turolo Garcia, reitora da USC, anfitriã da feira, não é certo que uma terceira bienal se realize na universidade mas a USC desde já se coloca à disposição dos organizadores. “Estamos sempre prontos para colaborar com eventos como esse que são tão importantes para Bauru”, diz.
Na sua opinião o saldo da participação da USC na Bienal foi mais do que positivo. “Valorizamos o nosso espaço, além de darmos uma oportunidade muito grande para nossos alunos e professores de conviverem durante esses dez dias, num ambiente que destacou o livro”, afirma.
A reitora destaca a participação ativa do público infantil no evento e a presença de famílias inteiras que prestigiaram os estandes e eventos paralelos. “É muito prazeroso ver as crianças se interessando pelos livros”, declara.
Parceria eficiente
Irmã Jacinta avalia como muito positiva a parceria entre a TV USC e o Jornal da Cidade na cobertura do evento através das matérias publicadas e dos programas de televisão, estes realizados por jornalistas dos dois veículos. “Foi muito bem-sucedida a parceria. Tivemos um resultado muito superior ao da primeira feira, que já tinha sido bom”, avalia.
A reitora também elogia a participação infantil na produção do JC Criança do último domingo e de um programa de televisão para a TV USC. “Para as crianças, com certeza foi muito bom ter toda essa informação e poder participar ativamente da Bienal”.
O gerente de produtos editoriais do Grupo Cidade de Comunicação, João Jabbour, faz coro com a reitora sobre a eficiência da cobertura e o diferencial de qualidade que os telespectadores e leitores da TV USC e do JC tiveram.
“As parcerias com entidades sérias como as que promoveram a Bienal e com o vasto conteúdo cultural e educativo que estava diante de nós, só temos que registrar nossa satisfação de poder levar grandes notícias durante dez dias à comunidade bauruense e regional”, diz Jabbour.
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HEB recebe doação dos expositores
A 2.ª Bienal do Livro de Bauru também deixou uma grande contribuição para o Hospital Estadual Bauru “Arnaldo Prado Curvêllo” (HEB): a doação de 150 livros infantis que já estão à disposição dos pequenos pacientes da instituição.
O HEB possui 45 leitos destinados à enfermaria pediátrica. Nos ambulatórios são atendidas dezenas de crianças diariamente, além daquelas que acompanham os familiares nos atendimentos.
Segundo Eleide Bérgamo, assessora de imprensa do hospital, a doação foi feita pelos organizadores da feira: Imesp, CBL, ANL e SMC, além das editoras universitárias, por intermédio de Carlos Haddad, do núcleo de projetos institucionais da Imesp.
“Os livros estão na nossa brinquedoteca, que também é uma biblioteca e poderão ser lidos pelas crianças que não tiveram a chance de visitar a feira”, diz Bérgamo, que comemorou a doação. “Estávamos esperando cerca de 70 livros e ganhamos mais que o dobro dos expositores”, explica.