O capitão Benedito Roberto Meira, comandante da 1.ª Cia. da PM, afirma que problemas como a fuga de anteontem e as rebeliões nas últimas semanas seriam sanados com a contratação de mais agentes de segurança. “Numa situação que seria controlada com um maior número de funcionários, os menores acabam dominando a situação.
Eles percebem essa fragilidade. Entendemos que número de agentes é muito aquém do necessário”, diz. Ele aponta que, com um contingente maior, uma fuga como a de anteontem seria contida pois os adolescentes teriam de passar por mais agentes para alcançar a portaria da unidade.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência ao Menor e à Família (Sintraemfa), Antônio Gilberto da Silva, concorda com Meira. “O número de funcionários é extremamente reduzido, não só em Bauru, mas em todas as unidades. Além disso, os funcionários correm risco de vida o tempo todo. A direção da Febem não contrata agentes, só contrata cargos de confiança, que não lidam com os internos”, acusa Gilberto.
O secretário estadual da Educação, Gabriel Chalita, afirmou ao JC em sua visita a Bauru, na última sexta-feira, que problemas com rebeliões em unidades da Febem só ocorrem quando há falhas na gestão, negligência ou falha do servidor público. Ele apontou que os problemas da unidade de Bauru, felizmente, são menores do que os de outras unidades, como Franco da Rocha. “Bauru teve problemas na sua unidade, mas são questões contornáveis”, afirmou na ocasião.
A assessoria de imprensa da Febem confirma que o número de funcionários em serviço na noite de domingo - quatro agentes e quatro guardas - é o contingente comum na rotina da unidade. Também não há planos para contratação de mais funcionários.
____________________
Leia mais sobre este assunto
• Para juiz, há como evitar fugas