Saúde

Adicto tem dobro de faltas

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 1 min

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o número de faltas de um trabalhador dependente químico é duas vezes maior que entre os demais funcionários. Eles usam três vezes mais os serviços de saúde e são responsáveis por 15% a 30% dos acidentes de trabalho - muitas vezes envolvendo pessoas inocentes.

Pesquisa mexicana revela que 90% dos adictos concentram-se em setores de maior risco para acidentes, como transportes (43%), restaurantes (25%) e hotelaria (22%).

“Imagine a responsabilidade e o risco de um motorista que transporta passageiros. Imagine policiais e seguranças, que vão portar armas. São pessoas que têm grande responsabilidade e precisam estar aptas e sadias para exercer suas funções”, destaca o gerente comercial João Bosco Leite Gusmão.

A OIT lembra que a dependência química entre trabalhadores é um problema histórico e que vem sendo combatido ao longo dos anos em todo o mundo. Apesar de ter ficado sob o tapete por um longo período a questão ganha atenção à medida em que interfere nas concorrências nacionais e internacionais.

“O abuso de drogas e álcool é prevalente em quase todos os lugares. É o principal fator envolvido em acidentes, faltas, problemas de saúde, furtos e demissões”, informa a página oficial da OIT na Internet (www.ilo.org).

Atualmente, no Brasil, a maioria das empresas só se preocupa com a dependência química depois que o problema já está instalado. A proposta do Programa Empresa Livre das Drogas, segundo seus coordenadores, é iniciar um trabalho que atue em diversas frentes: prevenção, identificação precoce e reabilitação.

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