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Confirmado 5º caso de leishmaniose

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Mais um caso de leishmaniose visceral humana foi confirmado ontem em Bauru pelo Departamento de Saúde Coletiva (DSC), órgão da Secretaria Municipal de Saúde. Este é o segundo adulto identificado com a doença na cidade nesse ano, além de três crianças também contaminadas. Está programada para hoje a intensificação da coleta de sangue de cães nas regiões onde foram diagnosticados casos da doença.

A leishmaniose visceral acomete cães e humanos e é transmitida apenas pela picada do mosquito palha. A doença, que pode levar à morte, tem tratamento para humanos, mas não para cães. Como não existia nenhum caso registrado na cidade, a ocorrência da doença já pode ser considerada uma epidemia. No caso de suspeita de leishmaniose, o ideal é procurar um médico ou hospital imediatamente.

De acordo com Maria Helena Abreu, diretora do DSC, o caso informado ontem é de um senhor que não possui residência fixa atualmente, mas que morou por um ano no bairro Nova Esperança. “Estamos confusos com relação ao local, porque esse senhor é um andarilho. Apesar da última residência dele ter sido no Nova Esperança, não conseguimos o endereço, ele não sabe informar, está muito confuso”, diz.

Todos os casos confirmados em humanos em Bauru já estão sob tratamento. O outro adulto é morador do Jardim Bela Vista, e as crianças, do Jardim Andorfato, do Parque Primavera e da Vila Dutra.

Na suspeita da doença nos cachorros, também deve-se procurar um veterinário imediatamente. No caso de diagnóstico positivo, a recomendação é o sacrifício. Segundo o DSC, já foram confirmados oito cães com leishmaniose neste ano, na Vila Falcão, Vila Pacífico, Vila Independência, Jardim Bela Vista, Jardim Solange, Altos da Cidade e Vila Bela, além de um animal errante.

Os sintomas em humanos são febre alta, tosse seca, emagrecimento e baixa resistência, deixando o organismo suscetível a outras doenças. Nos cães, os sintomas principais são queda de pêlos, crescimento de unhas, emagrecimento, febre e feridas no focinho, orelhas e patas.

O mosquito palha encontra local próprio para reprodução em terrenos assombreados, com grande quantidade de lixo e matéria orgânica em decomposição. A recomendação do DSC para a população é manter os quintais limpos e evitar jogar lixo em terrenos baldios.

A diretora do DSC afirma que hoje terá início a intensificação da coleta de sangue dos cães nas regiões onde foram registrados casos de leishmaniose. “Um veterinário vai dar orientação aos agentes de saneamento e agentes de controle de doenças, para aumentar a velocidade da coleta de sangue nos cães”, diz Maria Helena.

As equipes do DSC estão concluindo o trabalho de investigação na Vila Dutra, onde foi registrado o último caso da doença. “Se tem cão ou humano positivo, fazemos busca de pessoas, avaliação ambiental com autuação e exame sorológico de todos os cães, no entorno de 200 metros do local”, explica a diretora do órgão.

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