A idéia de realizar um levantamento sobre a prostituição na região central da cidade partiu de uma reunião do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro-Sul realizada no ano passado.
Na oportunidade, os moradores reclamavam da grande incidência de assaltos e furtos nas casas e nos estabelecimentos comerciais.
“Percebemos que o movimento (delitos) era decorrente da prostituição. Queríamos saber o que levava as pessoas àquela situação”, explica o comandante da 1ª Companhia de Polícia Militar, capitão Benedito Roberto Meira.
A proposta do estudo foi feita aos representantes da Faculdade de Serviço Social que participavam das reuniões do Conseg. Eles gostaram da idéia e iniciaram a coleta de dados em maio deste ano.
“A proposta inicial era fazer o levantamento através de um questionário que foi entregue já com o selo a ser postado, mas responderam apenas 10% dos que receberam a ficha. Então, voltamos às ruas e ouvimos 35 profissionais do sexo”, conta a professora e chefe do Departamento de Serviço Social da Faculdade de Serviço Social, Geceley Paccola Minetto.
De acordo com ela, o objetivo do trabalho foi levantar o perfil da prostituição na região Centro-Sul de Bauru, visando delinear as ações sociais. “A prostituição é uma questão muito mais social do que policial”, conclui a professora.
Por essa razão, o presidente do Conseg, Primo Mangialardo, considera a situação uma vergonha para o município. “Sou ácido nesse aspecto porque não é a primeira vez que colaboramos com a cidade apresentando pesquisa. A administração municipal precisa dar uma contrapartida”, cobra.
Pensa da mesma maneira a diretora da Faculdade de Serviço Social, Elgi Muniz, que espera uma iniciativa mais agressiva por parte do poder público municipal para resolver a situação de precariedade que infla o mercado de prostituição.
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