Economia & Negócios

Ceagesp pretende reativar varejão

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

Depois de oito anos desativado, o “varejão” da Central de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) em Bauru pode ser reativado no próximo mês. O projeto está sendo coordenado pelo gerente da central, Edson Antonio Guarido Ribeiro, e já ganhou o apoio de vários permissionários que trabalham no local. Até ser extinto, o varejão permaneceu em atividade durante 14 anos.

De acordo com Ribeiro, a idéia é estender ao público a venda em pequenas quantidades de verduras, legumes, frutas e flores. Entre os 120 permissionários da Ceagesp, existem votos a favor e contra o projeto.

“O principal objetivo de retomar o varejão é o fato de ser uma ótima opção de compra para o público. Além disso, é mais um canal para os permissionários escoarem suas mercadorias, já que atualmente só vendem no atacado”, observa o gerente.

No varejão, os interessados poderão comprar os produtos disponíveis em pequenas quantidades. “O projeto vai preencher uma lacuna no atendimento ao público. Por meio desse atendimento, as pessoas poderão comprar um quilo de cebola, meio quilo de tomate, um vasinho de flor. Da forma como é hoje, o permissionário não pode fazer essa venda em pequena quantidade ao cliente.”

Segundo Ribeiro, a intenção da gerência e de vários permissionários que atuam na Ceagesp é iniciar o mês de novembro com o varejão. Para começar, está previsto um período de experiência para a implantação do sistema. Segundo o gerente, seriam três meses de funcionamento aos domingos, das 7h às 12h.

“Se a idéia for bem aceita, poderíamos ampliar o atendimento para o período noturno, provavelmente às quartas-feiras. Mesmo que o número de permissionários participando do varejão seja pequeno no início, o objetivo é começar assim mesmo. Vários comerciantes já se inscreveram”, afirma Ribeiro.

Segundo ele, durante o período de experiência a Ceagesp não irá cobrar dos participantes a taxa de ocupação do prédio. A idéia é concentrar o atendimento do varejão no galpão central, que é coberto e já tem infra-estrutura apropriada.

Mas além dos permissionários que já atuam no local, o objetivo do gerente da Ceagesp é atrair também outros atacadistas, feirantes e, ainda, entidades sociais.

“Queremos dar oportunidade para entidades sociais venderem os produtos fabricados por elas, que terão espaço reservado aqui. Além do galpão central, também temos vagas no pavilhão de boxes, já que vários estão vazios.”

Boas expectativas

Ribeiro afirma ter boas expectativas quanto à volta do varejão. Segundo ele, durante o tempo em que existiu sempre foi muito procurado pelo público, principalmente quando os permissionários divulgavam promoções.

Se o projeto for bem aceito e ultrapassar o período de experiência, as opções de produtos colocados à venda serão aumentadas. Uma das possibilidades já aventadas pelo gerente da Ceagesp é uma futura comercialização de peixes no local.

De acordo com Ribeiro, o varejão acabou sendo extinto porque a qualidade dos produtos oferecidos estava deixando a desejar. “Além da qualidade, notamos que os preços também já não eram mais tão competitivos como no início. Então, ficou inviável”, aponta.

Um dos permissionários da Ceagesp que apóiam o retorno do varejão é Sílvio Marcos da Silva, atacadista de frutas e flores. Na opinião dele, o projeto é bom para o público e para os comerciantes.

“As pessoas terão acesso a mercadorias frescas, de qualidade e quase a preços de atacado. Afinal, a Ceagesp foi criada para atender o consumidor, mas com o tempo foi mudando o perfil. Para nós também é importante porque é mais uma modalidade de venda. Sem falar na segurança do negócio, já que os pagamentos são à vista”, pondera Silva.

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