Quando se fala sobre a disciplinação do trânsito, certamente a referência não diz respeito somente ao trânsito de veículos, mas também ao trânsito de pedestres, pois o pedestre, ser humano que é, pelo que entendemos, é o personagem mais importante não só do trânsito, como de tudo que acontece na face da terra. Assim, agora, em termos de trânsito, toda providência que venha a ser tomada deve ter o pedestre em primeiro plano. Normalmente, em uma cidade, o pedestre caminha pelas calçadas, quanto aos veículos, pelos leitos carroçáveis das ruas e avenidas, sendo que estas muitas vezes também são usadas pelo pedestre quando há necessidade de travessias. Em razão dessas travessias e também para se evitar abusos por parte de motoristas no que diz respeito à velocidade, às ultrapassagens, é que se exige uma boa sinalização e, em cima dela, uma eficiente fiscalização. Deixando outras considerações de lado e voltando ser a calçada o lugar apropriado para o ser humano caminhar em uma cidade, entendemos ser muito importante que as calçadas ofereçam boas condições de tráfego para que o pedestre não venha correr nenhum risco. Na verdade, muitas calçadas de Bauru não estão em condições de servir aos usuários. Algumas porque estão ocupadas por entulhos ou esburacadas, outras porque estão ocupadas por material de construção ou por vendedores ambulantes, barraqueiros, obrigando o pedestre a ter que caminhar pela rua. Alguns estacionamentos privados, baias têm-se constituído obstáculos no trânsito de pedestres.
No Centro da cidade, especificamente na avenida Rodrigues Alves, pedestres fugindo das faixas de segurança cortam o caminho atravessando pelo vão (espaço) que separa as pistas da avenida, sem atentar para os riscos de acidentes a que se estão expondo, que podem até ser fatais, conforme o que envolveu um cidadão recentemente que, ao tentar atravessar pelo vão existente em frente à Câmara Municipal, morreu atropelado.
Nesses vãos poderiam ser instalados painéis de orientação e proteção para impedir a passagem, com mensagens institucionais, objetivando despertar a atenção de se posicionarem na via pública, canalizando-os a atravessar nas faixas onde está semaforizado, seria uma forma racional de protegê-los. Mesmo que os painéis sejam colocados com as mensagens, se incorporariam esteticamente ao meio urbano, integrando-se de maneira equilibrada à paisagem de nossa histórica avenida.
Radares, lombadas eletrônicas foram instalados, rendem dinheiro para a indústria da multa, os painéis podem não render dinheiro, mas podem salvar vidas. Os condutores do trânsito da cidade deveriam reduzir a marcha das multas, deveriam acelerar mais na direção da educação para que pedestre, motorista não derrapem nas curvas da estrada da vida. Entendemos que as autoridades, principalmente ligadas ao trânsito, pensem no assunto, o custo pode representar obstáculo, porém, investir na defesa da vida não pode ter limites, levando em conta que nossa cidade é sem limites.
Francisco Macegoza - RG 4.860.818