É desastroso contemplar em nossas escolas, nas periferias da cidade, o modo, a situação e a vida das crianças. Embora que obrigatoriamente, os que vivem e convivem com esta crua realidade, já se submeteram a isso. Mesmo assim, é por demais desgastante e também deprimente ser obrigado a trabalhar em meio desta problemática infanto-juvenil como se fosse um morto-vivo - verifiquem isso... Os servidores públicos destas escolas não têm nenhum poder de reação, diante do que se apresenta perante eles, quer sejam diretores, professores, monitores, serventes e merendeiras e ainda outros profissionais, que assistem tais escolas. Não é por irresponsabilidade de cada um destes, ao contrário, são todos vitimados e vítimas da falta de responsabilidade e de pudor dos pais dos alunos, que passam (jogam) para o Estado, municípios e para os outros, o dever da educação pessoal.
Crianças com pouquíssima ou sem base educacional, moral e pessoal, onde praticamente não se pode conceder essas bases, apenas as informações. Nos prédios (escolas) que mais parecem uma protopenitenciária, como se fossem uma anteFebem em meio a desordem pessoal, ameaças e formas de violência.
Alguém, alguma coisa ou um pátrio poder precisa tomar providência, até mesmo religiosos, para ajudar a contornar tudo isso. Fingir, fazer vista grossa ou desculpar-se, nada resolve. Como também deixar para responsabilizar os pais destes só amanhã (tardiamente), quando deveríamos convocá-los obrigatoriamente hoje (antes), para que juntamente evitemos tudo isso: de escolares marginalizados para homens e mulheres marginais-informados. Grato!
Carlos Roberto dos Santos - RG 43.681.098