Bauru está entre as cidades que seguem as determinações do Programa Nacional para Prevenção e Controle das Hepatites Virais. No entanto, alguns municípios brasileiros vão além destas orientações e desenvolvem programas específicos para as populações mais vulneráveis. São iniciativas que, mostrando-se eficazes, acabam servindo de exemplo para o resto do País.
Neste sentido, a Agência Saúde cita a cidade de Santos, no litoral paulista, que tem dois projetos em andamento. Um deles é dirigido aos trabalhadores do sexo. Um veículo faz uma ronda pelos pontos de trabalho dessas pessoas oferecendo transporte gratuito delas até um posto de vacinação que funciona durante toda a noite.
Na medida do possível, as equipes tentam estender a imunização aos clientes e familiares destes profissionais. Além da hepatite B, eles recebem vacina contra difteria, tétano, sarampo e rubéola.
Outro projeto desenvolvido em Santos, segundo a Agência Saúde, atende aos usuários de drogas, que são abordados nas ruas da cidade, geralmente durante a noite. Além de tomar a vacina contra hepatite B, eles recebem preservativos e orientação sobre a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.
Outro exemplo vem da prefeitura do Rio de Janeiro, que também criou um projeto-piloto voltado para os usuários de drogas em parceria com outras entidades. A idéia prevê a troca de seringas usadas por outras novas e descartáveis, distribuição de preservativos, vacinação contra diversas doenças e orientação sobre prevenção de várias doenças de transmissão sexual, como as hepatites e a aids.
Em Porto Alegre, criou-se um projeto destinado aos travestis. De acordo com a agência, com a ajuda de um integrante do Grupo Igualdade - entidade representativa deste grupo na capital gaúcha -, os travestis são orientados a se vacinarem contra a doença.
Paralelamente, os profissionais de saúde são esclarecidos sobre como lidar com esse público, reduzindo discriminações e aumentando a adesão à imunização.