O nível do rio Batalha, que abastece quase metade de Bauru, voltou ao normal após as chuvas que começaram com maior intensidade na noite de quinta-feira. Embora o volume de água no ponto de captação do Departamento de Água e Esgoto (DAE) já estivesse regularizado até ontem à tarde, uma das três bombas de captação permanecia desligada.
De acordo com a assessora de imprensa do DAE, Sandra Faria, a terceira bomba foi ligada apenas em parte da madrugada de ontem. Durante o dia, não houve demanda necessária para o religamento. Apesar do alento das chuvas, as comportas permaneciam fechadas para controlar a vazão da água.
O rio Batalha abastece 43% de Bauru (regiões da Vila Falcão, Vila Independência, Centro e Zona Sul). Este foi o quinto ano consecutivo que o rio apresentou queda do nível no mês de outubro.
Ainda segundo a assessora de imprensa, a intensidade das chuvas de ontem é a ideal para abastecer a nascente do rio Batalha. Isso porque, contínua e moderada, a chuva favorece a formação de poças d’água - e conseqüente melhor absorção pelo solo.
Cada bomba tem capacidade para captar entre 150 e 200 litros de água por segundo. No sábado passado, o DAE desligou a terceira bomba, por falta de água no rio e provocou desabastecimento em alguns pontos da cidade. Só no último final de semana, a autarquia recebeu cerca de 800 reclamações.
De acordo com Sandra Faria, as chuvas, além de abastecer o rio, aliadas à temperatura amena contribuíram para diminuir o consumo de água nas casas, o que dá folga à captação. O DAE, porém, recomenda economia de água.
Segundo o Instituto de Pesquisas Meteorológicas (Ipmet) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, das 9h às 17h de ontem choveu 4,8 milímetros. Para o início da semana, a previsão é de nebulosidade alta, com chuviscos ocasionais.
Projeto
Sindicalistas e representantes de órgãos de proteção ao meioambiente de Bauru entregaram ontem ao deputado federal José Mentor (PT-SP), que esteve na cidade, um projeto para a recuperação da bacia do Alto Batalha. Calculado em R$ 150 mil, o projeto prevê medidas para a recuperação da mata ciliar e aprofundamento do leito do rio.
De acordo com o sindicalista Jesus Garcia, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a tentativa com Mentor é uma das únicas maneiras de conseguir verba da União para iniciar os trabalhos de preservação do rio e evitar problemas de desabastecimento de água na cidade.