Regional

Reginópolis salta da datilografia para computador

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Reginópolis - A cidade de Reginópolis (70 quilômetros a Noroeste de Bauru) mantém uma escola de datilografia que na verdade funciona como um primeiro estágio para a informática. O interessado faz o curso de datilografia para posteriormente ter aulas de de informática.

Aprender a usar as teclas da máquina de escrever para depois conhecer o teclado do computador garante um aprendizado mais rápido, prega a filosofia aplicada pela municipalidade.

Segundo a prefeita Carolina Veríssimo (PMDB), a escola de datilografia também serve para habilitar a população para os trabalhos com a máquina de escrever. “Muitos ainda não têm um computador em casa e usam a máquina.”

Um convênio com o Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) garante aulas de informática para os jovens moradores da cidade, de acordo com a prefeita. “Eles preparam os jovens para o mercado de trabalho.”

Um projeto especial oferece o ensino básico de computação aos alunos de 1.ª a 4.ª série da rede estadual de ensino. No período noturno, a sala de informática é utilizada para o ensino digital dos adultos. “ É aberta à comunidade do período da noite.” Ambos os cursos são gratuitos.

Na escola, segundo a instrutora, Daine Cristine Martins Pereira, cada turma de 11 integrantes fica na sala por meia hora, no período de aula. “Nós usamos os computadores para ensinar a criança a digitar. É um reforço da matéria escolar.”

A Prefeitura de Reginópolis está toda informatizada, mas na cidade não há loja que comercialize computadores e equipamentos, informa a prefeita. “Temos que procurar em municípios próximos.”

Mercado de trabalho

O instrutor Gilmar Marques de Oliveira ensina datilografia há 15 anos para a população de Reginópolis. Ele atende quatro alunos por hora usando cinco máquinas de escrever, duas do município e três particulares.

O curso tem duração de seis meses a um ano, dependendo do desempenho do aluno. “As aulas são gratuitas. O público-alvo são os jovens. Queremos habilitá-los para o mercado de trabalho. A procura é grande porque muitos escritórios ainda usam a máquina de escrever.”

Aline Alves tem 14 anos e pretende trabalhar em escritório de contabilidade. “Estou na 8.ª série e pretendo trabalhar num escritório. Como não são todos que estão informatizados, estou aprendendo a datilografia e vou fazer computação.”

As aulas de datilografia fazem tanto sucesso que há lista de espera para freqüentar as aulas. “A procura é grande. Atendemos quatro alunos por hora.”

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