Regional

P. Alves inclui idosos em tecnologia

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Presidente Alves - Na cidade de Presidente Alves (56 quilômetros a Noroeste de Bauru) só não aprende informática quem não quer. A prefeitura, através da Casa da Cultura, mantém 80 vagas para os interessados em deixar a ala dos analfabetos digitais e passar a figurar no mundo dominado pelas novas tecnologias, dentre eles cinco idosos.

Há seis anos, o município mantém um curso onde qualquer integrante da comunidade pode participar pagando uma taxa simbólica de R$ 2,00.

Alunos

Dos atuais 80 alunos matriculados no curso básico que dura em torno de um ano, cinco são idosos, pessoas que já deixaram o mercado de trabalho, mas precisam participar do processo de inclusão digital. “A maioria são jovens de 12 a 18 anos que vão ingressar no mercado de trabalho e precisam saber lidar com o computador”, explica a instrutora, Patrícia Ferreira da Silva.

De acordo com ela, o curso fornece noções básicas de Word e coloca o aluno em contato com o mundo digital. “Eles usam muito para trabalho escolar. Infelizmente, não contamos com o acesso à Internet, por isso, eles não navegam pelo mundo.”

Segundo a instrutora, são sete computadores. “As turmas são de 12 alunos. Eles se revezam nas máquinas. Sentam próximos e aprendem juntos.”

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Em busca do novo

O aposentado Paulo Roberto Mantovani, 54 anos, morador em Presidente Alves, é da época em que aprender datilografia era a coqueluche do momento. Ele freqüentou uma das mais antigas escolas de Bauru, conhecida como Escola de Datilografia Progresso, da dona Celina Lourdes Alves Neves.

Profissional de mecânica e tapeçaria, ele usou pouco a datilografia, mas se orgulha em dizer que sabe datilografar. “Usava em casa. Eu tenho uma máquina.”

A era digital atraiu o aposentado que pretende, num futuro próximo, adquirir um computador para colocar em prática suas habilidades. “Eu gosto de pesquisar e através da Internet poderia fazer isso com mais rapidez e precisão. Poderei ajudar meus filhos nas tarefas escolares”, comenta.

Ele lembra que a datilografia o ajudou muito. “Antigamente, eu pesquisava em livros. Agora, tenho um computador bem antigo e uso o CD Room. Mas quero pesquisar na Internet.” Ele é aluno da escola de informática da Casa da Cultura de Presidente Alves.

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