Tribuna do Leitor

50 anos como pediatra


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Em dezembro, comemorei 50 anos de formado pela Escola Paulista de Medicina, na turma de 1953. Nos quinto e sexto anos resolvi ser pediatra. Comecei a clinicar em Bauru em 1955 e o faço até hoje, trabalhando no pronto-socorro e Pronto-Atendimento do Hospital de Base e Beneficência Portuguesa. Estive fora de Bauru de 1983 a 1988 quando voltei à cidade. Tinha em meus arquivos quase 14 mil fichas de crianças atendidas, arquivos esses que ocupavam um espaço enorme e que hoje poderiam estar em um disquete de computador.

Que progresso maravilhoso teve a ciência nestes últimos 70 anos. Na medicina, a profilaxia, através das vacinas, acabou com a varíola, paralisia infantil, difteria, sarampo, caxumba, coqueluche, tétano e hepatite. Os meios de diagnóstico se multiplicaram nesses anos: ultrassonografia, tomografia, ressonância magnética, isótopos radioativos, exames laboratoriais e outros mais que tornaram a medicina mais fácil de ser exercida, permitindo diagnóstico mais rápido e precisos.

Nós, da Escola Paulista de Medicina, uma escola formadora de grandes clínicos, aprendemos a diagnosticar sem esses meios acima citados, usando o raciocínio e principalmente o bom senso que é a qualidade essencial que um médico deve ter. Em Bauru tenho um colega de turma, o Edmundo Oberg ortopedista; em Agudos, o médico Jorge Ayub; e em Garça, o Daniel Uvo. Valeu a pena ter sido útil ao próximo. Valeu a pena ser médico.

Dr. Renato Barban

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