• "Retrato do velho"
O prefeito reempossado Nilson Costa (PTB) usou um trecho de uma marchinha de Carnaval dos anos 50 para comentar seu retorno ao cargo, ontem à noite. Em discurso na Câmara, o prefeito imitou os getulistas que queriam o retorno do presidente ao cargo, na época. “Bota o retrato do velho outra vez, bota no mesmo lugar”, disse.
• Euforia e humildade
A marchinha revivida é de 1951, de autoria do cantor Francisco Alves, tendo como compositores Haroldo Lobo e Marino Pinto. O trecho citado por Nilson Costa teve o acompanhamento eufórico de quem estava no plenário. Em seguida, porém, o prefeito tratou de ponderar que liminar é um ato provisório e que a humildade é oportuna.
• Nilsistas de carreira
O “novo” chefe do Executivo lembrou, com certa dosagem de ironia, que o prefeito “cessante”, também vice em exercício, Dudu Ranieri (PFL), prestigiou sua equipe ao se valer da nomeação de interinos para os cargos de secretários. A maioria dos interinos já participava do governo Nilson.
• Equipe montada
O prefeito indica que não haverá surpresas em seu secretariado. Ele anunciou que a maioria dos que saíram com sua cassação retorna a seus postos, mas podem não ser todos. Nos 23 dias longe do governo, Nilson teve tempo de sobra para ver que nem todos os nomeados “vestiram a camisa” antes e durante a crise que seu governo enfrentou.
• Divisão interna
Outra evidência de que nem tudo ficará como antes é que os nilsistas se dividiram em pelo menos três grupos até então. A ineficiência de alguns setores esteve atrelada a ingredientes como a falta de entrosamento, ao estrelismo exacerbado, ao individualismo e também à inoperância em pastas importantes.
• Gastos no trânsito
A sessão da Câmara de ontem serviu para levantar um tema que requer atenção redobrada dos vereadores. Os gastos com a fiscalização do trânsito em Bauru merecem reflexão e detalhamento. Despesas com serviços de informática e outros itens pedem uma séria discussão à parte.
• Ocupação do solo
A Secretaria Jurídica da prefeitura defendeu ontem, em reunião com a CPFL, que tem legitimidade para legislar sobre a ocupação do solo e que a cobrança sobre permissão do uso do solo (com postes) é legal. Na visão da administração, a matéria não trata de legislação sobre energia elétrica, mas sobre uso do território municipal.
• Discussão pública
O vereador Toninho Garmes (PSDB) apresentou o mesmo argumento jurídico durante uso da tribuna da Câmara ontem. De outro lado, a gerência regional da CPFL ainda não prestou informações à prefeitura sobre quantas lâmpadas não funcionaram durante os períodos das faturas cobradas pela iluminação de ruas e praças.
• Contas de 1997
A Câmara tem duas reuniões importantes hoje. Às 9h, os vereadores votam o relatório do Tribunal de Contas que rejeita as despesas da gestão de 1997 de Izzo Filho. O ex-secretário da Administração na época, o hoje vereador Paulo Eduardo (PFL), defende o governo do qual participou e quer a aprovação das contas. Às 14h, haverá audiência pública para discutir novas vagas do sistema prisional na cidade.