• Incentivo
Depois de estimular o crescimento do setor automotivo e de eletrodomésticos, agora o governo federal visa a criação de incentivos para a venda de móveis. A novidade foi divulgada recentemente, depois que o ministro Tarso Genro, secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), participou da abertura da 44ª Convenção do Comércio Lojista em Joinville (SC).
• Crédito
Segundo o ministro, a venda de móveis poderá ganhar um estímulo extra por meio de uma linha de crédito direto ao consumidor com juro subsidiado de 2,5% ao mês. A proposta partiu da indústria moveleira gaúcha, e já foi encaminhada ao presidente Lula. Por seguir o mesmo molde do financiamento que favorece a venda da chamada linha branca (geladeira, fogão e máquinas de lavar), a linha para móveis pode ser criada a tempo de estimular as vendas de final de ano.
• Demanda
O ministro também se mostrou favorável à criação de uma Secretaria Nacional do Comércio, pedida oficialmente pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas. Se houver uma demanda política forte, esta secretaria poderá ganhar força na reforma ministerial. De acordo com o ministro, sua criação se justificaria pelo fato de dar uma “presença orgânica” ao comércio dentro do setor público.
• Alimentos
Um estudo da Serasa apontou que a indústria de alimentos e o setor atacadista registraram, de janeiro a junho deste ano, o maior aumento de vendas desde 1998. As vendas na indústria tiveram crescimento de 44% em relação ao mesmo período de 2002. Já os atacadistas mostram alta de 36% em relação ao mesmo período - ambos sem descontar a inflação do 1º semestre de 2002 contra o 1º semestre de 2003, da ordem de 17%.
• Exportações
De acordo com os técnicos da Serasa, a venda da indústria de alimentos foi impulsionada pelo bom desempenho das exportações. Os atacadistas tiveram como diferencial o incremento de algumas modalidades de vendas, como por exemplo o segmento de mercadinhos de bairro e o food service. A pesquisa apontou que os supermercados registraram percentual de crescimento de vendas menor que os outros dois segmentos da cadeia: 15%.
• Faturamento
Em 2002, a indústria de alimentos registrou faturamento líquido de R$ 113,1 bilhões, 16,8% superior ao valor obtido em 2001, representando 9,6% do Produto Interno Bruto (PIB). As exportações foram responsáveis por 27,2% do faturamento do setor alimentício, totalizando US$ 10,6 bilhões. Os alimentos industrializados responderam por 18% da pauta brasileira de exportações.
• Isentos
Termina no dia 28 de novembro o prazo para a entrega da Declaração de Isento à Receita Federal. Sua apresentação é obrigatória a todos os contribuintes que tiveram rendimentos tributáveis (trabalho assalariado ou não, proventos de aposentadoria, pensões, aluguéis etc) inferiores a R$ 12.696,00 no ano passado e que, exatamente por isso, ficaram dispensados da entrega da declaração de Imposto de Renda 2003 (ano-base 2002).
• Internet
Quem deixa de apresentar a declaração de Isento por um ano, tem o seu Cadastro de Pessoa Física (CPF) registrado como pendente de regularização. Se não declarar por dois anos consecutivos, o CPF é cancelado. Quando isso acontece, o contribuinte fica impedido de fazer uma série de coisas, como abrir conta em banco, tirar passaporte, fazer compras parceladas ou com crediário no comércio, entre outras. A declaração pode ser enviada pela Internet, no site www.receita.fazenda.gov.br