Agudos - O auxiliar de produção Humberto Damasceno Brás, 27 anos, principal suspeito de ter matado o irmão não-consangüíneo Pedro Aparecido da Silva Júnior, 33 anos, no último domingo, em Agudos (18 quilômetros a Sudeste de Bauru), apresentou-se ontem à Polícia Civil.
De acordo com o delegado Eron Veríssimo Gimenes, o acusado compareceu acompanhado de um advogado e teria confessado o crime.
Brás, segundo relatou o delegado, explicou com detalhes como tudo aconteceu. Segundo a versão apresentada pelo suspeito, ele teria discutido com a mulher no domingo à tarde e, durante a briga, ela teria falado sobre um suposto relacionamento amoroso entre ela e Silva Júnior.
Depois disso, ele contou que pegou uma arma e foi até a casa onde estava o irmão. Após discussão entre os dois, Brás teria disparado três vezes contra a vítima.
Ontem, ele entregou a arma que teria sido usada no crime. Segundo o delegado, o revólver foi apreendido e encaminhado para perícia. A arma é de calibre 38 e está com a numeração raspada.
De acordo com o policial, o acusado declarou que está arrependido do que fez. Ele foi indiciado por homicídio qualificado e pode ser condenado a cumprir pena de 12 a 30 anos de prisão.
O crime foi cometido no Parque Pampulha. Silva Júnior chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital da cidade.
Brás responderá ainda a inquérito policial por lesão corporal contra sua mulher. Em ambos os casos, o suspeito responderá em liberdade.