Conquanto não concorde com o dizer ou refererir-se a uma “nova economia”- pois muitas vezes tenho rejeitado a tal expressão -, tenho em mente que, na verdade, deveremos defender e manter, definitivamente (ao contrário), a expressão de “economia moderna”. Uma economia que, muito embora se apresente incólume, cede e aceita renovação a cada dia que passa. Portanto, não acontece nascer ou renascer uma “nova economia”, na acepção da palavra, porém, uma modernização de tratamentos e atitudes - isto sim - que se lhe acrescenta, diuturna e mundialmente, segundo o surgimento de novas ou mais modernas alternativas. Nem por isso, entretanto, abortou a criação de uma nova gestão, isto é, “um novo modelo de gestão, o de corporação sem centro”, criado por consultores americanos, citados em Administrador Profissional, do Conselho Regional de Administração de São Paulo.
Coisa que não me convence, quanto à imposição, que “pari passu” desemboca na envolvente afirmativa, do que há bem pouco tempo apelidaram de “nova economia”, e não de concluírem sobre a economia moderna. Assim pensando, entendo que o fato dos consultores modernos realizarem trabalhos no afinco de melhor resolver os problemas econômicos que se lhes apresentam, jamais devem considerar na busca de solucionar apenas problemas emergentes das searas em que trabalham, ao ponto de concluírem que tratam da nova seara, e não da mesma, porém, sob tratamento moderno. É que a economia moderna - que persiste porque única - em seus preceitos históricos técnico/verdadeiros, sobre a qual me manifesto profissionalmente. Somente entendendo-a, segundo as reminiscências do passado, hoje aberta à humanidade na afirmação da existência pura, caminhando cada dia mais nos objetivos da globalização total, atualmente incontestável.
Em assim sendo, com o estupendo e irrestrito apoio injetado pela tecnologia moderna, proporciona incondicionais oportunidades de apropriações e de formalizações técnicas, assoma à criação de um sem número de importantes conceitos teórico/técnicos, ancorados na evolução de suas estruturas de origem. Destarte (ao ensejo das considerações positivas que levanto nestas defensivas argumentações), a verdadeira economia moderna, cresce positivamente, sob injeções de factíveis recursos técnicos da melhor qualidade, e o importante apoio da flexível economia que se mantém coerentemente vivendo atualizações.
É assim que especialistas pertencentes às precípuas atividades modernas, caminham (a exemplo), na direção dos modernos “consultores americanos Bruce Pasternack e Albert Viscio, da Booz-Allen & Hamilton, criaram um novo modelo de gestão, o de corporação sem centro. O conceito seria, de acordo com os dois, formato ideal para a companhia do futuro“. Como se percebe - na minha forma de ver e analisar - trata-se de curiosa conclusão, na qual julgo o merecimento de existência sob suposições (...)
Particularmente, cumpre-me concluir manifestando meu ponto de vista - na busca de, se possível - elucidar o fato da melhor maneira possível, tendo em vista o assunto, “A corporação sem centro”, que todavia não tem versão no português. Contudo, entendo que para retornar à “corporação sem centro” que se propõe - cujas “empresas deram os primeiros passos para essa direção nos anos 90, com a reengenharia e a criação das chamadas unidades de negócio” - há que ocorrer grandes transformações nos modelos tradicionais de comando hierárquico - sobretudo nas inversas transformações modernas que vimos vivendo - em prol da única união de mando, centralizadas nos aglomerados corporativos.
O autor, José Almodova, é professor, mestre em projeto, arte e sociedade pela Unesp-Bauru. É jornalista e colaborador do JC.