Economia & Negócios

Greve da Caixa e do BB tem 90% de adesão, diz sindicato

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

A greve geral deflagrada pelos funcionários do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal (CEF) em todo o País atingiu ontem as dez agências que as duas instituições mantêm em Bauru, além de algumas em cidades da região. Os clientes tiveram acesso apenas aos terminais de auto-atendimento. Os bancários reivindicam um reajuste de 21%, além de um cronograma para a reposição das perdas salariais passadas e outros benefícios.

Segundo o diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região Marcos Silvestre, cerca de 90% dos 700 funcionários do BB e da CEF que trabalham na cidade aderiram ao movimento. Em assembléia na tarde de ontem, a categoria decidiu manter a greve por tempo indeterminado.

Ontem, a assessoria de imprensa do Banco do Brasil também paralisou as atividades e não pôde informar o índice de bancários que deixou de trabalhar em Bauru. Informações extra-oficiais obtidas pela reportagem junto à direção do banco dão conta de que o percentual ficou em torno de 80%. Na CEF, nenhum diretor foi encontrado para falar sobre o assunto.

Enquanto a categoria pede 21% de aumento, os bancos oferecem 12,6%, além de um abono de R$ 1,5 mil e Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Silvestre afirma que a greve é uma medida extrema que precisou ser adotada em função do impasse com relação às reivindicações. “Há uma insatisfação com a postura do governo federal nas negociações. Declarações infelizes das diretorias dos bancos serviram, inclusive, para acirrar os ânimos”, declara.

No final da manhã de ontem, sindicalistas e bancários se reuniram em frente ao BB e à CEF do Centro para divulgar a paralisação. “Estamos na porta das agências esclarecendo os clientes a respeito das nossas reivindicações e a maioria tem demonstrado solidariedade porque entendem que os preços estão aumentando e nada mais justo que os salários sejam reajustados”, afirma Marcos Silvestre.

O assistente-técnico Ivan Laurentino da Silva se mostra solidário ao movimento. “Não sabia da greve, mas sou a favor dela. Cada um tem que lutar pelos seus direitos”, opina. Já o aposentado Rubens de Oliveira diz que não aprova a paralisação. “Tenho que pagar uma conta hoje (ontem) e agora vou precisar sacar o dinheiro para pagar em outro banco”, explica.

Comentários

Comentários