Tribuna do Leitor

Dia do médico


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Anjos de branco, por que chamá-los assim se há entre eles tantos de cor; sim, dizemos brancos, porque em seu mundo não existe preconceitos de raça ou de cor, onde unidos pelos mesmos ideais, empunhamos as mesmas armas e se confraternizam na luta contra as agruras da vida, na árdua tarefa de sua missão. Anjos a que me refiro são os que desfilam não em passarelas acarpetadas de vaidade exibindo ricos trajes para um ambicioso título de beleza, mas sim aquelas criaturas que envoltas em simples uniformes brancos adornados de ternura, meiguice e sobretudo abnegação, desfilam em passarelas tristes e obscuras ostentando em suas mãos não o delicado cetro de uma condecoração, mas o pesado fardo de responsabilidade onde se refletem as características de uma mente pura e sadia, num misto de bondade e amor. São esses anjos ainda, que trocam a suprema glória para entrelaçarem-se com o sofrimento humano, vigiando-o e amparando com seus minúsculos braços numa comunhão de pensamentos divinos e benfazejos, tributos de sua nobre profissão. Ó Senhor Todo Poderoso, ajudai-os a seguirem em linha reta transmitindo-lhes confiança, fazendo-os sentirem-se fortes e seguros em todos os momentos mais importantes e decisivos de sua vidas, para que um dia não tenham que abafar os gritos de sua própria consciência atingida pelo fracasso de seus esforços, deixando ao desabrigo uma dignidade que fora construída sob um alicerce sólido de coragem, dedicação, fé e compreensão. Bem que gostaríamos de apertar a mão de todos os médicos, mas estas mãos abençoadas são sempre dedicadas a salvar vidas... Parabéns! ... A todos os nossos queridos médicos e funcionários da saúde.

João Álvares - Academia Bauruense de Letras

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