A partir da 0h deste domingo começa o horário de verão, instituído pelo Governo Federal nas regiões Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul e Goiás). Neste ano, o horário especial terá vigência de 119 dias, encerrando-se em 14 de fevereiro de 2004. Com os dias mais longos, é possível aproveitar melhor a luminosidade natural e, assim, reduzir o consumo de energia elétrica.
Segundo prognósticos do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet), órgão da Universidade Estadual Paulista (Unesp), os meses de novembro, dezembro e janeiro - quase a totalidade do horário de verão - devem apresentar temperaturas mais altas e menos chuva do que a média de anos anteriores, na região de Bauru.
Em todo o Brasil, nove Estados e o Distrito Federal adiantarão os relógios em uma hora. De acordo com a assessoria de comunicação da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), a estimativa é que o horário de verão provoque redução de 1% do consumo de energia elétrica na área de 234 municípios do Interior paulista. Isto significaria uma economia de 70 mil MegaWatts por hora.
A assessoria informa que os dias mais longos provocam uma queda na demanda máxima do sistema elétrico, devido à mudança do horário de pico habitual, entre 18h e 20h. Neste período, com o horário especial, a luz natural ainda é bem aproveitada, o que evita o sobrecarregamento dos sistemas de transmissão e distribuição de eletricidade.
No Brasil, o horário de verão foi instituído pela primeira vez em 1931, e desde 1985 a população passou a conviver rotineiramente com a medida. Esta é a 30.ª edição do horário especial, que vai durar 119 dias, com encerramento programado para 14 de fevereiro de 2004.
Previsão
O meteorologista Luiz Fernando de Oliveira Nachtigall explica que os modelos climáticos analisados no IPMet apontam para um quadro de chuvas ligeiramente abaixo da média normal para a região, em novembro, dezembro e janeiro. “A expectativa é que a média de chuvas, pelo menos no mês de outubro, não seja atingida. Essa ‘anomalia’ deve se estender aos meses de novembro, dezembro e janeiro”, diz. A média de chuvas no período é de cerca de 120 milímetros em novembro, 180 em dezembro e 230 em janeiro.
Em outubro, foi registrada, até ontem, precipitação de 43 milímetros. Nos últimos dois anos, a média de cerca de 116 milímetros no mês não foi alcançada.
Nachtigall esclarece que o comportamento normal do clima para a região é de chuvas constantes no verão. “Dizer que as chuvas vão ficar abaixo do normal não significa que não vai chover. Queremos dizer que vamos ter muita precipitação, mas abaixo da média”, afirma.
O prognóstico é realizado para os três meses, e segundo o meteorologista, ainda é possível que as chuvas caiam irregularmente, provocando meses atípicos. Em função da menor quantidade de chuvas, menos umidade no ar e menos nebulosidade, o IPMet prevê ainda que as temperaturas devem ficar ligeiramente acima da média dos anos anteriores. As temperaturas máximas médias dos últimos anos foram de 30 graus em novembro e dezembro e 32 graus em janeiro.
“Principalmente nos meses de verão, temos episódios isolados de chuvas fortes e tempestades. Eu diria que podemos esperar, sim, a ocorrência de chuvas fortes na região. Todos os anos temos isso, o que causa problemas no trânsito, nos bairros, são acontecimentos normais da nossa região e podemos nos preparar para eles novamente”, finaliza Nachtigall.