Tribuna do Leitor

Oswaldo Penna


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Com 84 anos bem vividos, faleceu na última sexta-feira, o Penna. Batalhador, polêmico, ninguém ficava indiferente na sua vivência: ou se gostava dele ou não. Advogado e jornalista - um dos mais antigos da região - teve duas passagens que testemunhei, merecedoras de serem relembradas nesta oportunidade, pelo papel que ele desempenhou em ambas. A primeira foi em 1961, se não me engano, quando o meu pai foi prefeito e a administração organizou o primeiro e único festival de cinema nacional em Bauru. Penna, nesse evento, foi importante e sempre lutou para que outros festivais ocorressem. Não sensibilizou as pessoas que poderiam organizá-los. A segunda, em 1966, quando ele levou mais de 30 estudantes da Faculdade de Direito da ITE, todos filiados à Associação Atlética “9 de julho”, para uma excursão diferente. Junto com o grupo viajou uma orquestra de Campo Grande. O trajeto foi feito de trem, de ônibus e até de caminhão do Exército. Cada cidade que nos hospedava promovia um baile (daí a orquestra) e era coroada a representante daquela cidade, candidata ao concurso da “Rainha da Noroeste”, com a participação da revista “Cadência”. Nesses bailes, muitas moças matogrossenses participavam, afinal, neles, 30 estudantes solteiros estavam disponíveis. Dentro desse esquema, fomos a Dourados, Corumbá, Ladário, Bela Vista (ficamos alojados no Quartel do Exército), Ponta Porã e Pero Juan Caballero. Nessas cidades havia também jogos com as equipes locais de bola ao cesto e futebol de salão contra a nossa Associação. Tudo funcionou perfeito: as rainhas foram coroadas, os bailes realizados, as pelejas esportivas aconteceram conforme combinado. Funcionou bem porque o Penna era uma pessoa bastante vinculada com os acontecimentos da região Noroeste. Fica o registro.

Irineu Azevedo Bastos

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