Tribuna do Leitor

Risco-Bauru


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Os verdadeiros bauruenses, aqueles que amam essa terra tão querida, estão preocupados com a falta de investimentos de empresas de fora em nossa cidade.

Quem vai investir numa cidade que tem uma obra monstruosa inacabada em pleno Centro? Ainda no Centro, temos um estacionamento moderníssimo e já equipado com o maquinário correspondente parado há cinco ou seis anos, sem que tivesse funcionado por um só dia.

Grande parte de nossa zona central está ocupada por uma grande malha ferroviária tomada pelo mato e banhada por um rio fedorento como o Bauru.

Depois de inaugurado o Bauru Shopping, construíram mais dois. Um deles não durou dois anos. O outro tem a grande maioria de lojas vazias.

As ruas são uma vergonha. A Rodrigues Alves tem buracos tais que o trânsito no sentido Nações é feito lentamente, quase que só pela esquerda. O trânsito é uma lástima (e isso faz anos). Semáforos de pedestres que em vez de funcionar só em horário de pico, funcionam dia e noite. Zona azul cara (tem estacionamento particular mais barato).

A maior prova dessa derrocada de nossa cidade está em nossas próprias coisas. Senão vejamos:

O time de basquete acabou.

O Noroeste está na 3.ª divisão graças ao dinamismo e o bauruísmo do empresário Damião Garcia, caso contrário não existiria mais.

O prédio da estação e seus escritórios ao longo das duas primeiras quadras da rua 1.º de Agosto estão em decomposição.

A prefeitura ora é governada por um, ora por outro. Nos últimos anos, batemos verdadeiros recordes de cassações. É prefeitura e Câmara. Escândalos e mais escândalos.

A grande chance do povo de Bauru é 2004. Renovação total. Temos que colocar um prefeito tipo Nicolinha (obras e mais obras) ou tipo Franciscato (deixou a cidade um brinco tal qual sua empresa), antes de elegermos, temos que saber quem é o homem. Como o cara geriu sua vida, sua família, sua empresa. E o mesmo se emprega na eleição de vereadores. Nessa Câmara mesmo, que segundo a opinião pública foi a pior de todas, temos nomes que honraram o cargo. São honrosas exceções.

Enfim, ou acertamos em 2004 ou teremos que nos conformar com nossa vertiginosa caída.

Vítor Rodrigues Ruiz - RG 11.225.892

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