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Unidade precisa de equipe multidisciplinar

Diego Molina
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Infra-estrutura apropriada, profissionais especializados e superação dos desafios. Este é o tripé idealizado por Paulo Eduardo de Souza, médico responsável pelo Centro Regional de Oncologia do hospital, para o reconhecimento do Manoel de Abreu como um centro de referência e excelência em oncologia.

“Este foi um desafio aceito, para nossa superação organizacional. Pretendemos ter um novo formato de trabalho, com uma nova dimensão em conceder a assistência médica pública”, afirma.

O Manoel de Abreu é credenciado como Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) nível 1. A intenção da Associação Hospitalar de Bauru (AHB) é elevar a unidade para Cacon 2, ou seja, hospital especializado no tratamento de câncer.

Souza explica que é função de um centro de oncologia exercer políticas de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação dos pacientes de todos os tipos de câncer. “A infra-estrutura do hospital é propícia para esse papel. Por isso, queremos exercer com plenitude as atribuições de um Cacon 1, para em dois ou três anos, nos aproximarmos de um nível 2”, indica.

O diretor técnico do hospital, Luís Alberto Garla, aponta também que uma das maiores necessidades de uma unidade de oncologia é a multidisciplinariedade da equipe profissional, e Bauru seria privilegiada neste aspecto.

“Temos um espaço acadêmico muito rico em formação e pesquisa, com estagiários, intercâmbio de professores. Há cursos de psicologia, nutrição, serviço social, fisioterapia, que são e serão nossos parceiros”, afirma.

O Centro Regional de Oncologia de Bauru atende cerca de 450 pacientes atualmente, e tem 4.500 cadastrados. São realizadas cerca de 900 consultas por mês na unidade, e 1.200 no atendimento ambulatorial vinculado à prefeitura.

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