Um grupo de vereadores defendeu, na sessão da última segunda-feira da Câmara Municipal de Bauru, a abertura de procedimento investigatório para a aplicação da receita de multas de solo gerenciadas pela Emdurb.
O vereador João Parreira (PSDB) foi mais incisivo na proposta. “Acho o convênio com o Estado através da Polícia Militar importante, mas também acho necessário que a aplicação dos recursos vindos das multas sejam fiscalizados pela Câmara”, defendeu.
O tucano se surpreendeu com o lançamento de R$ 540 mil em 2002 referente aos serviços de informática. “É muito dinheiro para essa atividade. Precisamos saber a que se refere esta despesa. É preciso saber como e onde este gasto foi realizado”, afirmou.
O capitão da PM, Nelson Garcia Filho, afirmou que o sistema utilizado pela corporação não é totalmente informatizado. A PM defende mais impressoras e outros equipamentos. “Gostaria que a Emdurb se posicionasse sobre o assunto porque as contas são geridas pela empresa”, limitou-se a comentar.
Mas Parreira ampliou a necessidade de verificação. “Acho que uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) é necessária para discutir esse assunto, que envolve prestação de contas que carece de esclarecimento”, defendeu na tribuna da Câmara.
Toninho Garmes (PSDB) adiantou que vai acompanhar a execução do convênio. “Nós vamos acompanhar a execução do contrato pelos próximos seis meses e levantar o que for necessário. Vamos ver inclusive se não vão ocorrer inclusões de novas gratificações sem critério”, citou.
Mais acesso
Para o capitão da PM Nélson Garcia, as companhias estão necessitando de investimentos. “Temos sete veículos de quatro rodas, sete motos e dez bicicletas. “Queremos discutir com a Emdurb um plano para a troca peremente das viaturas, de forma que nossa frota seja sempre atualizada. Temos também falta de equipamentos de sinalização e com o convênio renovado poderemos discutir esses pontos”, finalizou.
Em agosto, a MP defendeu a criação de um conselho fiscalizador do sistema. A proposta gerou mau-estar entre a corporação e o comando da Emdurb. Garcia defendeu que o objetivo era acompanhar o volume de arrecadação e destinação da verba.
Na prática a PM vê no instrumento uma forma de influenciar no aumento da fatia de verbas para a estrutura policial.