Turismo

Estação das Docas

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

A Estação das Docas, inaugurada em 13 de maio de 2000, foi projetada para incrementar o turismo no Pará e movimentar a economia da Capital.

Mas a grande beleza do conjunto arquitetônico e da natureza que lhe serve de cenário, fez com que ela também se tornasse um novo espaço de lazer urbano, de encontro informal de empresários, palco de grandes negócios e espetáculos artísticos ou da simples e agradável espera pelo pôr-do-sol.

Durante a obra, realizada pelo Governo do Estado do Pará, foram descobertos vestígios arqueológicos no local do galpão Mosqueiro-Soure. Eram do pequeno Forte de São Pedro Nolasco - construção militar de 1665, localizada na Baía do Guajará, completamente arruinado após a Guerra da Cabanagem, em 1835.

Depois de um minucioso trabalho de resgate arqueológico no local, foram erguidos um anfiteatro e um mirante a céu aberto e deixada uma janela arqueológica, marcando a presença do forte que originou a construção do cais de Belém e de várias fases posteriores, representadas em uma das exposições permanentes da Estação das Docas.

Esse antigo galpão também cedeu lugar a um moderno terminal fluvial com o ancoradouro flutuante, Amazon River, capaz de aportar até quatro embarcações de 70 pés. Diariamente são realizados diversos passeios fluviais pela orla e ilhas da cidade, partindo do terminal.

A Estação, como também é conhecida, possui 500 metros de orla fluvial, urbanizada e dividida entre os armazéns e o galpão Mosqueiro-Soure, numa área de 32 mil m2. No Armazém 1, Boulevard das Artes, funcionam os memoriais que guardam a história do Porto de Belém e do Forte de São Pedro Nolasco: uma galeria de arte; uma minifábrica de cervejas; barracas de artesanato; quiosques de comidas regionais e café; bares, lojas de serviços e bancos 24 horas.

No Armazém 2, Boulevard da Gastronomia, ficam seis dos melhores restaurantes da cidade, como o “Lá em Casa”, especializado em culinária regional e uma sorveteria especializada em sorvetes de frutas regionais.

No Armazém 3, Boulevard das Feiras e Exposições, há um hall para grandes eventos e o Teatro Maria Sylvia Nunes, que em breve receberá sofisticados equipamentos para cinema.

Desvendando o passado, descortinando a vista para a Baía do Guajará, incrementando a produção artística, criando novos espaços culturais, como os palcos móveis construídos nas antigas esteiras de transporte e empilhamento de cargas, a Estação das Docas encanta por unir natureza, história e alta tecnologia, com precisão. (Colaboração: Paratur)

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