Pesca & Lazer

História de Pescador: Assombração do Dia


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“Olá, amigos leitores desta magnífica seção do Jornal da Cidade. É com muito prazer que venho relatar este fato que ocorreu comigo no dia 6 de setembro, véspera do desfile de 7 de Setembro.

Parece mentira, mas podem acreditar. O caso que eu vou contar trata-se de um trabalho de fim de semana e de uma pescaria de fim de tarde. No mesmo dia.

Estava eu em casa à toa, então resolvi dar uma ajuda para meu irmão José Gregório em sua chácara, lá na Água Virtuosa.

Ele estava com sua chácara cheia de mato muito alto precisando ser capinado. O mato era tanto que precisei unir coragem e muita força.

Lá estava eu capinando já com a camisa toda molhada de suor. O suor era tanto que onde eu parava, o chão ficava todo molhado.

A hora foi passando, só que o Gregório havia ido até Bauru com sua Brasília, que puxava uma carretinha com vários tambores para apanhar lavagem para os porcos, que ele engorda de ‘ameia’ com seu amigo Alcindo. Quando o Gregório voltou da cidade, já era duas horas da tarde. Então, aproveitei para ir almoçar. E logo que almocei, fui preparar minhas tralhas de pesca, porque parecia que o dia estava para bagre. Voltando a trabalhar, a hora passou. Peguei minhas tralhas no final da tarde e o enxadão para tirar minhocas.

E mais que depressa desci lá no Batalha, que fica na estrada velha de Piratininga, a antiga ponte seca. E logo eu já estava pescando lambari, mas sem nenhum sucesso.

Só que eu estava ouvindo barulho, que vinha do lugar de onde eu havia pegado minhocas.

E eu percorria vários lugares do rio em busca de lambari, mas sem resultado. E aquele barulho me seguindo. Pensei que era assombração das seis horas da tarde. Mas quando me convenci que não era assombração, vi um pequeno vulto branco atrás de uma moita.

Sabe o que era? Era um coelho que estava perdido. Então eu já fiquei mais tranqüilo. E aquele coelho estava tentando se aproximar de mim. Mas tinha medo. Então, tirei do embornal um pedaço de pão para atraí-lo.

Quando ele chegou, eu agarrei nas suas orelhas, mas ele deu um grito muito grande que chegou a espantar todos os peixes do rio. Depois disso, naquele dia só peguei dois bagres sapo. Acredite se quiser. Sou pescador mas não minto, só conto a verdade.”

Ademir Gregório é pescador e contador de causos verídicos.

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