A Associação das Auto e Moto Escolas de Bauru poderá rever o valor cobrado pela utilização do Centro de Treinamento (CT), localizado no Jardim Marambá. A informação é do secretário da entidade, Paulo César Pereira Cunha Castro. “Existe a possibilidade de diminuir essa quantia”, afirma.
De acordo com ele, o total arrecadado pela entidade é destinado para pagar a manutenção do CT, o que inclui as instalações e a remuneração dos funcionários.
Como dez deles, que eram cedidos para trabalhar na 5.ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), foram demitidos anteontem, a folha de pagamento deverá ser reduzida. “Nós já estamos revendo a situação, para avaliar como vai ficar daqui para a frente”, destaca.
Ele não soube dizer de quanto será essa redução dos encargos da entidade, mas afirma que o valor cobrado dos alunos deverá sofrer alteração. “No momento, ainda não faço idéia de como será feita essa conta”, frisa.
Castro procurou o Jornal da Cidade ontem para rebater as denúncias feitas por proprietários de auto-escolas, que dizem que é ilegal a cobrança de R$ 50,00 feita pela entidade para que os alunos façam os exames no local.
De acordo com ele, a cobrança não é atrelada à prova para a formação de motoristas, e sim, à utilização do CT. “Aquele espaço é mantido pela Associação das Auto e Moto Escolas de Bauru e tem um custo”, ressalta.
No CT, há um equipamento eletrônico que registra as aulas através da digital do aluno e do instrutor. “É uma maneira de provar que o candidato realmente cumpriu a determinação do Detran (Departamento Nacional de Trânsito) de fazer 15 aulas no mínimo para a retirada da CNH (Carteira Nacional de Habilitação)”, destaca Castro.
Ele diz ainda que os alunos não precisam realizar todas as aulas no CT. “O exame é composto de duas fases: a primeira é relativa a exercícios obrigatórios executados no Centro de Treinamento por determinação da Ciretran. A segunda, de direção veicular nas vias públicas, de acordo com a portaria 540/99 do Detran”, ressalta.
Quanto à irregularidade de fazer aula no mesmo local onde são realizados os testes, Castro diz que a lei é interpretativa. “Segundo a portaria do Detran, é proibido realizar as aulas nas vias públicas utilizadas para as provas práticas. No entanto, o CT é um recinto particular, pois é cedido em comodato pela prefeitura à associação”, diz.
O diretor interino da Ciretran, Dermival Mauro Inforzato, salienta que os exames para a retirada da CNH continuam suspensos. O órgão está cogitando utilizar o Sambódromo para as provas, mas ainda não há nada acertado sobre isso. Duzentos e quarenta candidatos deixaram de fazer o teste ontem e hoje.