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HAC de Jaú terá que obedecer teto

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Jaú - A partir de janeiro do próximo ano, a Fundação Hospital Amaral Carvalho (HAC) de Jaú (47 quilômetros a Leste de Bauru) não poderá gastar mais do que for estabelecido pela Secretaria de Estado da Saúde. Historicamente, a instituição tem superado sua cota mensalmente, e mesmo assim tem sido remunerada pelo governo do Estado pelo serviço extra.

No entanto, não foi isso o que aconteceu com as contas de agosto e setembro deste ano. O pagamento desses dois meses foram feitos nos dias 6 e 20 deste mês e a secretaria depositou apenas o valor máximo estabelecido em convênio com o HAC. Ou seja, R$ 2,2 milhões mensais, totalizando R$ 4,4 milhões.

Mas a grande procura pelos procedimentos ambulatoriais de radioterapia e de quimioterapia do hospital novamente acabou elevando os gastos da instituição acima do teto.

Nos dois últimos meses, o HAC gastou cerca de R$ 1,2 milhão acima do permitido com esses procedimentos. Esse seria o prejuízo do hospital se não houvesse o repasse da secretaria.

Hoje, o teto para radioterapia e quimioterapia é de R$ 895 mil, segundo a Diretoria Regional de Saúde (DIR-10).

Na última segunda-feira, durante uma conversa com Affonso Viviani Júnior, titular da DIR-10, em Bauru, o diretor-superintendente do HAC, Antonio Luís Cesarino Navarro, alega que foi informado de que essa diferença não seria repassada à instituição, neste momento.

Além disso, teria havido ainda uma orientação para que o hospital não superasse mais o teto.

Essas informações foram levadas aos funcionários da instituição que, imediatamente, decidiram fazer mobilizações para tentar sensibilizar o governo do Estado para a questão.

Foi agendada, inclusive, uma passeata para a próxima segunda-feira, às 15h30, em direção à Câmara Municipal de Jaú, onde o assunto será levado à discussão com os representantes do Legislativo.

No entanto, Viviani Júnior nega que tenha falado durante a reunião sobre suspensão dos repasses ou que o teto tem que ser obedecido desde já.

“Em nenhum momento a Secretaria de Estado da Saúde, através da DIR, falou que o valor a maior não seria creditado ao hospital e muito menos que deveria interromper o atendimento para atingir o teto de imediato”, disse ontem o diretor da DIR-10.

Segundo ele, o que foi dito na reunião era que nos próximos dias a secretaria iria tomar um posicionamento a respeito do valor que o hospital gastou acima do teto. “Em momento algum foi falado em calote”, afirmou o diretor.

De acordo com levantamento feito por ele, pelo menos desde 2000, o HAC vem gastando mais do que o teto e os valores a maior sempre foram pagos.

Em janeiro daquele ano, a instituição gastou com procedimentos de radioterapia e quimioterapia R$ 773 mil, sendo que o teto estabelecido em contrato era de R$ 496 mil.

O teto, segundo informou Viviani Júnior, é um valor que vem sendo construído ao longo dos anos, com base nos recursos que são disponibilizados pelo Ministério da Saúde ao Estado de São Paulo.

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